Como escolher imagens que conversem com sua audiência

Para escolher fotos que conversem com sua audiência, tenha em mente quais são as imagens que habitam o seu universo, as que fazem sentido para você e para a sua audiência.

Pense em palavras-chave para facilitar sua busca nos bancos de imagens, há vários deles gratuitos (nunca – jamais! – use uma imagem do Google ou do Pinterest, sem saber se há autorização para tal, respeite os direitos autorais!).

Saia do lugar comum com figuras de linguagem! Metáforas, comparação, analogias… tudo isso também serve para ilustrar seu conteúdo, além de potencializarem sua busca por imagens marcantes!

Atenção ao sobrepor um texto na imagem: certifique-se de que há leitura!

Ou seja, o contraste entre texto e imagem permite sua leitura. Você pode usar filtros para clarear ou escurecer a imagem, usar fundos de cor, ou ainda sombreados no texto.

Use uma fonte um pouco mais “grossa”, opte por negrito, e cuide para que o seu tamanho seja legível! (Nos Stories, não conseguimos ampliar a imagem, como fazemos no feed, por exemplo!).

Uma provocação: você pode fazer exatamente o contrário disso tudo, só para chamar a atenção! Uma imagem “nada a ver” pode causar um impacto positivo. Tudo depende da sua estratégia!

Seja intencional!

CdeEC – 2ª provocação

Hoje, dia 20 de março, é dia internacional da felicidade.

Segundo Wander Pereira, professor e pesquisador do assunto, na Universidade de Brasília, ‘felicidade é um empreendimento coletivo‘.

Confesso que ao longo da minha vida, o entendimento dessa tal felicidade mudou muito. Que bom!

Ao pensar nisso, já comecei a escrever o que é felicidade pra mim… (Mas não vou me adiantar!). 

Esse é o exercício que proponho pra essa semana, que marca o fim de um ciclo – o verão! – e o começo de outro. Aproveitemos esse momento para esquentar o coração, para aninhar as memórias e alimentar os sonhos.

O que é felicidade, pra você?

Escreva, ao mínimo, umas 10 linhas… deixe a sua ideia de felicidade correr solta pelo papel.

E já sabe: vou adorar se você compartilhar seu texto comigo.

Boa semana!

CdeEC – 1ª provocação

Tá, eu sei que Game of Thrones – GOT é do século passado! (As coisas nessa internet passam rápido demais, né?).

Mas vi essa provocação no livro Seja, Fale, Faça, da Luvvie Ajayi Jones, indicado no perfil de amiga querida, a Vivi Maurey. (Curiosa que sou, dei uma bisbilhotada no site do TED Talks, gostei da fala da Luvvie e comprei o livro).

Logo no começo, na página 20, Luvvie fala da importância de sabermos quem somos. Mas não só, como também discorre sobre a necessidade de conhecermos a comunidade na qual estamos inseridos, com a qual temos responsabilidade, a nossa base. Ela explica uma tradição africana quase esquecida, que costumava ser cantada nos aniversários e outras celebrações, e que conecta a pessoa aos seus ancestrais: Oríkì, uma palavra em iorubá que mistura duas outras e significa “louvar cabeça/mente”. 

Nas palavras de Luvvie, “um oríkì é uma saudação que louva a você mesmo, acolhendo também os seus e tornando o seu destino uma realidade”. Então, ela escreve uma fórmula para criar oríkìs no melhor estilo GOT! Gostei tanto que fiz o meu. 

Bem, você já percebeu que a primeira provocação não poderia ser melhor do que essa criativa saudação a nós mesmos! 

Pra isso, copio e colo a fórmula da Luvvie, que você pode achar na página 24 do livro:

“[Primeiro nome) (Nome do meio) da Casa (Sobrenome]. Informações sobre o agnome dele/dela (por exemplo, “Segundo de Seu Nome” se houver o agnome “Júnior”).

Próxima etapa: jogue a modéstia no lixo. Atribua a si mesmo todo o crédito do mundo. Quero que reconheça as coisas das quais se orgulha, bem como suas conquistas. Não precisam ser apenas profissionais, podem ser coisas que são tipo seu superpoder. Fique à vontade para usar pronomes reais (rainha, rei, conde, duquesa) para você, afinal, por que não? (Se alguém da monarquia estiver lendo isto, sinto muitíssimo pela apropriação. Só que não.) Seja criativo com a sua descrição se quiser. Também curto a ideia de brincar com aliterações só para dar um gostinho extra.”

Siga as orientações: não economize adjetivos. Seja grandiosa! 

Se quiser compartilhar com a gente, me marque na postagem. Vou adorar.

Ah! E se tiver dúvidas ou ficar travada, me chame.

Papel e caneta: comecemos!

Esse medo é mesmo seu?

“O quanto seríamos livres se não fôssemos esmagados pelas ansiedades, dúvidas e inseguranças de outras pessoas?”

Essa provocação está na página 239 do livro Seja, Fale, Faça, como vencer o medo e ter a coragem de encarar seus sonhos, de Luvvie Ajayi Jones – no instagram: @luvvie

O autoconhecimento que buscamos pede que identifiquemos nossos medos, e que os separemos do medo dos outros…

– ah, você vai viajar sozinha? Cuidado, lá é perigoso!

– Você vai largar seu emprego para criar seu sonho? Olha, o mercado não está nada bom, você tem certeza?

– Você vai mesmo assumir essa dívida? Talvez não seja o melhor momento de expandir os negócios…

Frases assim podem vir disfarçadas de preocupações e podem até ser legítimas, mas não foram solicitadas e têm forte carga emocional – dizem muito mais sobre quem as emitiu do que sobre você mesma.

A gente já tem que superar nossos próprios medos… para que assumir o medo dos outros?!

Saiba a diferença, e não aceite carregar o peso das ansiedades, dúvidas e inseguranças das outras pessoas!

Como criar legendas que conectam?

A gente precisa entender que poucas pessoas leem, de verdade, os nossos textos postados nas mídias sociais – a maioria de nós “escaneia” um texto ou legenda em busca da informação que procuramos, como se fizéssemos uma varredura em busca de algo de valor. E tá tudo bem! É uma forma de otimizarmos o nosso tempo, não é mesmo?

Então, como fazer para nos conectarmos com nosso publico alvo, através de textos, sejam eles em imagens ou nas legendas?

Hierarquizando as informações!

Você vai en-ca-de-ar o conteúdo e dirigir a leitura: com título, corpo e chamada para a ação (em inglês: call-to-action – CTA):

– O TÍTULO já entrega o assunto, de forma direta

– No CORPO vai a informação a ser dada

– E no CTA, a chamada para a ação, você conclui sua postagem indicando o que o leitor deve fazer a seguir (o seu objetivo, afinal!)

Para ter uma presença online organizada, engajada, use técnicas do marketing digital, especificamente do marketing de conteúdo.

Dica simples! Organize seu conteúdo com

  • palavras-chave,
  • títulos e subtítulos (se o texto for grandinho),
  • listas e
  • imagens (vale emojis!) 🤭

Seja direta. Use vocabulário simples. Construa frases e parágrafos curtos.

Para resumir:

  • Uma ideia por parágrafo
  • A ideia principal vai no início
  • Evite palavras difíceis e redundâncias
  • Faça listas!

Agora, coloque essa dica em prática no seu perfil! 

Responsabilidade

É fundamental atentar para o que se diz, e sobre cada ação, deve-se refletir sobre o seu efeito. Veja a qual meta a ação está relacionada e, quanto às palavras, observe seus significados.

O tal do protagonismo, que muita gente tem falado, pede responsabilidade.

É preciso que a gente assuma nossas ações e palavras!

E mais: precisamos pensar no impacto que elas vão causar – seja no meio-ambiente, seja nas pessoas à nossa volta.

Escolhas suas palavras e ações intencionalmente.

Cuide para que elas causem o efeito desejado.

Que afetem com afeto o nosso entorno. 😉

#citação vem do livro Meditações, de Marco Aurélio, publicado pela editora Camelot, com prefácio de Lúcia Helena Galvão Maya. E pode ser achada na página 67.

Afinal, o que é o tal do FLOW?

O FLOW é aquele estado-desejo onde tudo flui.

É o fluxo da sua criatividade em prática, no seu melhor.

É quando corpo e mente estão plenamente conectados no momento presente. Agora!

Entrar no “flow” significa que você está concentrado naquilo que está a fazer: seja um trabalho, um hobby, uma conversa… e o melhor: a qualidade desta concentração traz prazer e satisfação.

Estes três passos sempre me ajudam a entrar no flow.

Mas esse não é o único caminho para o flow, sabe por quê?

Porque esse estado-desejo é particular de cada um de nós – e a forma de entrar nele não está num mapa traçado.

Compartilhei aqui o que me facilita entrar no fluxo da minha criatividade (também posso chamar de estado de criação plena!).

Você já conhece o seu jeito de entrar neste estado? Se sim, compartilha comigo, aqui nos comentários… 😉

Moral e ética. É tudo a mesma coisa?

Spoiler: nem sempre!

Enquanto a moral tem a ver com os hábitos e costumes de uma sociedade em um determinado local e tempo (já consegue ver onde isso vai dar?), a ética é uma área de estudos da Filosofia, ou seja: é muito mais profunda e que, muitas vezes, vai contra a moral social vigente!

A moral se baseia num conjunto de valores e regras de conduta que norteiam os comportamentos dos indivíduos em um grupo social. É um imposição de fora para dentro.

A ética vai além: ela busca a universalidade, a serviço de todos, em qualquer lugar.

Para exercitarmos a ética, é preciso crítica, razão, questionamento, reflexão. É algo de dentro pra fora.

Lembro logo do Grilo Falante, a consciência do Pinóquio! É aquele que alerta, questiona o senso comum, busca a verdade.

Você tem dado ouvidos ao seu Grilo Falante? O que ele tem dito aí no seu ouvido?

O que é escrita criativa pra você?

Uma dica: ao escrever, use lápis e papel – o manuscrito tem um poder além da tela! O ato de escrever à mão desperta nosso corpo e mente.

Voltando: pra mim, #escritacriativa é uma escrita livre, fluida, que comunica o que quero, para quem eu quero.

Pode ser um post do blog, uma legenda do Insta… pode ser conto, crônica, prosa ou poesia.

Tem alma, sabe?!

Agora me conte, o que é escrita criativa pra você?

6 ocasiões para ficarmos em silêncio

🤫 Não fala nada! Pssss

Uma habilidade que preciso desenvolver – com força! – é o silenciar-me.

Sou “pavio-curto”, impulsiva, espontânea. É claro que são características que me trazem algo de bom. Mas também me colocam em saias-justas por aí!

Talvez você seja assim também, talvez esteja adiantada no caminho para um maior auto-controle, talvez já tenha até conseguido (parabéns!).

Mantenha o silência - uma sugestão para repensarmos nossas ações: 

1- Fique em silêncio se você não sabe toda a história.
2- Fique em silêncio no calor da raiva
3-Fique em silêncio se você não pode falar sem gritar.
4 - xFique em silêncio se suas palavras podem ofender alguém.
5- Fique em silêncio se suas palavras podem destruir uma amizade.
6- Fique em silêncio para acalmar a mente e encontrar a melhor forma para agir.

Conte aqui pra mim as suas estratégias!

As bolhas nas quais vivemos… (e como sair delas!)

“Hoje, os riscos de “câmaras de eco” e “bolhas” são uma verdade incontestável e ajudam a explicar as divisões na opinião pública que muitas vezes parecem seguir rígidas linhas partidárias” – essa frase é de uma matéria publicada no site da BBC News em 2016… De lá pra cá, muita coisa mudou, é verdade, mas as bolhas seguem fortalecidas pelos algoritmos, pelas fake news e pela polarização política. 

(infelizmente, as bolhas sociais não são tão inocentes quanto as bolhas de sabão…)

Aliás, o trio bolha, fake news e polarização tem uma relação de estreita dependência, como o efeito Tostines: me fecho na bolha por causa da polarização; ou há polarização porque me fecho na bolha? E a fake news? Bem, ela nos joga de um lado pro outro, num jogo de poder que vai muito além das nossas bolhas.

Complicado, né?

“Estourar a bolha pode ser altamente transformador, pois assim será possível aprender e vivenciar coisas que nunca pensou que pudessem ser possíveis”. Mas este é um processo que demanda intenção, como escreve Liliane Rocha na Revista Época. Negócios, “exige esforço coordenado e planejado”.

Antes de furar a bolha, é preciso reconhecer que estamos numa!

Vou lhe perguntar uma coisa: o que você sabe do outro é uma suposição, fruto de um achismo? Ou você procura realmente conhecer o outro, em suas dores e alegrias, as outras realidades, os outros mundos diferentes do seu? (eu me faço essas perguntas muitas vezes!)

É porque tendemos a reproduzir pré-conceitos, ideias engessadas, conhecimentos cristalizados no passado, muitas vezes fatos fora de contexto… E tá tudo bem, a gente generaliza para aprender. Mas é preciso reconhecer isso e abrir espaço para aprender o novo, afinal nada aprende aquele que tudo sabe, não é mesmo? 😉

Às vezes, supomos conhecer. Isso porque essas outras realidades aparecem na TV, em filmes e séries, nos jornais locais, nas notícias dos sites, nos compartilhamentos do zap…

Nem sempre é fácil notar que aquela informação é um recorte da vida real (quando não uma ficção!) – cuidadosamente escolhido para reforçar o ponto de vista de quem o compartilha.

Então, qual o caminho possível?

Eu acredito que o caminho mais frutífero seja o do exercício da empatia.

A empatia é uma capacidade inata aos seres humanos – é uma das nossas forças evolutivas!

Expandir nosso potencial empático não melhora só nossos relacionamentos com o outro, mas também a nossa própria qualidade de vida.

Separei cinco dicas para (re)despertar a empatia:

  • Seja curioso
  • Descubra pontos em comum
  • “Ande com os sapatos alheios”
  • Escute sem julgar
  • Inspire os outros

Recapitulando: a empatia é inata, cria e reforça a conexão, e pode (e deve!) ser exercitada.

Agora me conta: como você faz para furar a sua bolha? (sim, estou assumindo que você sabe que vive numa bolha, e quer sair dela!)

Palestras de marketing: os profissionais, os gurus e os fakes

Ontem, dia 3 de setembro de 2022, um evento-show sobre marcas e alta performance aconteceu em São Paulo, com ingressos que passavam dos mil reais (sem contar viagem, hotel e alimentação), sua a versão online custava 1/3 disso.

Indicado por uma amiga, fui bisbilhotar a palestrante. Logo vi que pessoas que tenho em alta conta também a seguiam (erroneamente, entendi isso como um aval à tal mulher), e por isso concordei em participar da versão Zoom. Afinal, estou há cinco anos longe dos bastidores do marketing digital (dei um tempo para estudar antropologia). Nesse período, usei o Insta apenas para exibir minha figura e ganhar biscoito (brinks, ensaiei o Clube dos Contos antes do luto).

Sábado, às 8h, acordei disposta a aprender (adoro isso!). 

Às 9h, já de Zoom ligado, aguardo o início das palestras, com mais umas 300 pessoas. (No presencial, algo entre 800 e 1.000 pessoas).

Música alta, card com contagem regressiva, credenciamento dos participantes pegando fogo. No online, pessoas se dizem emocionadas por aquela oportunidade. Várias dão depoimentos da gigantesca transformação que aquela pessoa tinha proporcionado. São fãs incondicionais. Alerta ligado, pulga pula pra trás da minha orelha.

Vai lá, Bia, deixa de preconceito! A garota (28 aninhos!) deve ter algo bacana para passar. Você não acredita nessas coisas de idade – todos têm algo a ensinar… – meu cérebro conversa com a pulga, na tentativa de desfazer o incômodo que meu corpo sentia. (Sim, sou uma pessoa cinestésica).

O show começa. Emoção. Muita emoção. Lágrimas. (Oi?) A moça, religiosa, fala de superação, fala das dificuldades que enfrentou, dos seus dramas internos, da pandemia, planos e sonhos adiados. Uma palestra motivacional. (Ok. Talvez venha algo daí…).

Primeiro bônus-surpresa sobe ao palco: especialista em gestão do tempo e produtividade (agora vai! Vários insights e confirmações do meu “jeito de pensar” (nem acredito que eu ainda precisava de validação, que merda!)). Daí ele fala de uma galera que eu chamo de guru-de-palco e suspeito que seja adepta da umbigologia da Manu Rangel: o povo da Uhulândia. A tal palestrante é dessas. (Vamos ver se depois disso ela traz algo mais consistente. Até agora, nada.).

O segundo bônus-surpresa entrega um insight muito bom – vou me agarra nisso! (já desenvolvo)- e me relembra da esteira de produtos (boa!).

Enquanto isso, a estrela do dia segue apagadinha pra mim, incandescente para seus fãs. Os depoimentos chorosos se intensificam, gratiluz e lágrimas. Então, o fim se anuncia: carrinho aberto, mentoria para pouquíssimos (só 60, 70 pessoas). O investimento segue a fórmula vigente: isso + isso + isso + isso = de milhões por apenas R$ 3.200. “Isso porque eu sinto que preciso ajudar vocês a chegar ´noutropatamar´como eu cheguei”. No chat do Zoom, vizinhos em polvorosa: “só isso? Está muito barato!”; “o quê? A minha mentoria custa 5 mil, a dela não pode ser só isso! Quanta generosidade!”.

Eu me questiono se é profissional de marketing ou seita. Descarto as duas opções. Sigo a pensar que é alguém que entende bem de pessoas quebradas, e sabe usar a groselha como liga.

Não tenho coragem de fazer algo nesses moldes. Sinto vergonha alheia! E também um pouco de raiva do “mercado” estar tão bagunçado assim… Mas quem sou eu na fila do pão, não é mesmo?

Pequeno-GRANDE exercício

Resolvi, entre tantas GRANDES-pequenas decisões (sim, hoje estou para esses exageros!), resgatar a ideia da oficina de escrita criativa (online e presencial!). Comecei isso lá em Lisboa, no meio de 2021, com o Clube dos Contos, mas a vida aconteceu meio tsunami e tudo mudou. Mas isso é assunto para um outro post, vamos ao pequeno-grande exercício…

Pequeno-grande exercício de “esquenta” 🫣😉

Papel e caneta (ou lápis) na mão e… para uns minutinhos. Respira. Coloca uma playlist bacana. Um cheirinho bom no ambiente.

Preparada, pessoa?

Quais são os 10 mandamentos da tua vida?

Lista feita? Repousa. Respira. Repensa.

É isso mesmo?

Então, escreve um manifesto com eles.

Vou fazer o meu aqui. 😉

Se quiseres compartilhar, vou ficar de coração quentinho!

Clube dos Contos, edição 3Parágrafos

O Clube dos Contos nasceu da vontade de ajudar as pessoas a colocarem o papel suas ideias de um jeito lúdico, e sem muitas cobranças.

Um exercício de criatividade para resgatar o hábito de escrever!

Com esse post, comecei uma serie especial lá no Instagram (pedacinhos de uma big picture!) criada para falar do Clube, e fiz o convite: vem comigo!

Como foi o caminho até aqui?

Foram duas edições do Clube dos Contos, em junho e julho, antes das férias verão, que renderam boas histórias!

O Clube parou em agosto para aproveitarmos o verão e curtir o “dolce far niente” tão necessário para reabastecer-nos de criatividade.

O ócio é coisa séria!!! Pratica-o de tempos em tempos.

Um momento para ler, ouvir música, caminhar sem destino… nem sempre a pausa tem de ser grande e não precisas esperar pelas férias: incorpora a pausa no teu dia a dia, ou na semana, para que tenhas um tempo só teu.

A big picture criada no meu perfil do Instagram, depois de todos os posts publicados!

Voltamos em novo formato: Clube dos Contos, edição 3Parágrafos.

Escrever pode ser terapêutico: colocas no papel as emoções guardadas no peito, em busca de alívio, reflexão, entendimento… ou pode ser só uma história aleatória: a profundidade é estipulada so por ti mesmo.

Ficaste curioso?!

Antes de explicar melhor como vamos nos organizar nesta edição 3Parágrafos, quero contar o motivo deste “makeover”.

Volto a estudar em setembro (mestrado & certificação, yeah! ?) e é bem provável que acabe o esquema de teletrabalho (oh, no!), recomeçando a rotina de ir pro escritório.

Com isso, o meu tempo vai ser dividido por muito mais tarefas e penso que não conseguiria dar a atenção que a antiga versão pedia…

O Club dos Contos, edição 3Parágrafos, segue mais solto, mais leve, mas não menos produtivo!

A estratégia é reduzir o passo mas seguir avançando com o Clube, porque respeitar o nosso ritmo é o mais importante.

É sinal de comprometimento e autoconhecimento.

E o clube é um compromisso meu comigo mesma, para eu reconstruir meu hábito de escrever. É também um convite para que tu venhas comigo nesta jornada.

É um espaço aberto para o exército da nossa criatividade.

A partir deste mês, o Clube vai ganhar um novo formato, a começar pelo tamanho dos textos: se antes era no bom senso da regra do conto (o suficiente para ser lido de uma vez só) agora vamos reduzi-lo a três parágrafos.

Serão dois temas por mês: ou escolhes um, ou fazes os dois!

E se quiseres feedback, alguma dica ou orientação, nos falamos por DM (lá no Instagram), comentário ou envias-me teu texto por e-mail. ? Prometo responder-te.

Ao longo das semanas, também vou publicar por aqui dicas de escrita criativa.

Diz-me tua dificuldade, que juntos a ultrapassaremos. ?

O Clube dos Contos, edição 3Parágrafos, só tem essa regra: três parágrafos.

Pode ser crônica, conto ou texto livre, pode ser real ou ficção. Sci-fi, Steampunk, Fantasia, Romance, Biográfico, Terror…

Ah! E se publicares teu conto no Instagram, usa a hashtag #ClubeDosContos e marca-me no post.

Ah! Também quero te pedir ideias de temas, assuntos interessantes para escrevermos… (podes deixar tua contribuição ali nos comentários!)

Os contos de Setembro do serão inspirados por fotografias…

Escolhe uma das fotos como referência – ela pode ilustrar o começo ou o final do teu conto. Que história a foto conta-te? Coloca-a no papel…

Primeira opção: Os Três, do Sérgio Jesus, @rocker_pt
Segunda opção: A Porta, do Gabriel Jared, @gabrieljared.jpg

O Clube dos Contos, edição 3Parágrafos, começa agora!

Que as Musas inspirem-te!

Solta a caneta no papel e deixa fluir a criatividade.

Mas se as ideias estiverem pouco nítidas, vamos conversar! Talvez eu posso te ajudar a encontrar o foco mais adequado.

Bem-vindo, bem-vinda, ao Clube dos Contos, edição 3Parágrafos.

Polímata, multipotencial ou indeciso?

O que você quer ser quando crescer? Bem, se você não tem certeza de que deseja fazer apenas uma coisa pelo resto de sua vida, você não está sozinho. Nesta palestra esclarecedora, a escritora e artista Emilie Wapnick descreve o tipo de pessoa que ela chama de “multipotencialistas” – que têm uma variedade de interesses e empregos ao longo da vida. Você é um? (fonte: TEDTalk)

Lembro-me como se fosse ontem da minha primeira entrevista em uma agência de publicidade. Era uma agência nova, mas com grandes nomes – profissionais premiados, badalados e com egos super-inflados. Ao mostrar meu portfólio, e orgulhosamente falar sobre tudo o que amava fazer, logo fui cortada com a frase:

– Mas você faz tudo isso? Não deve fazer nada muito bem, né?! Primeiro ajusta seu foco, depois vem conversar com a gente.

Aquilo foi um balde de água gelada. Saí de lá aos prantos e com a certeza de que tinha algo de errado comigo. Pulei de emprego em emprego, fiz muitos projetos, aprendi inúmeras coisas diferentes. E levei um tempão para aceitar que, sim, faço muitas coisas, gosto de outras tantas, quero aprender muito mais porque ainda não é suficiente e o mundo é grande demais para eu saber um tiquinho só.

Mas essa auto-estima da porra só veio com a idade (algo que preciso lustrar diariamente, ou caio de novo na conversa de que preciso escolher uma coisa!)

Penei por muitos anos, e subaproveitei minhas potencialidades por querer me encaixar nos moldes que a sociedade nos impõe, nem sempre de forma sutil…

Hoje, sei das minhas multipotencialidades. E as uso nos projetos que crio pra mim e para os negócios dos meus clientes. Assim ensino o João, para que desde cedo ele entenda que pode ser muitas coisas, ou pode mergulhar num só assunto – o que importa é que esteja confortável com suas escolhas.

Esse post foi feito sob a influência da newsletter de 27 de julho de 2021 da Livia Forte.

Choque de gerações

Quem ainda não disse (ou pensou!) “no meu tempo era melhor”, ainda vai chegar lá, eu garanto!

Isso porque temos a tendência de romantizar o passado, enfatizando as boas lembranças, ou amenizando as não tão boas (afinal, já passaram, não é mesmo?). Essa relativização faz com que o passado nos pareça bem melhor do que realmente foi.

Nossa memória é seletiva por natureza, isso porque se lembrássemos tudo o que já vivemos, ficaríamos doentes; do mesmo modo que ficamos quando não lembramos de nada. Diz a psicologia que a memória é a base da nossa identidade – com isso já dá para perceber um dos motivos que levam aos imbróglios entre as gerações, não?!

O que define cada geração e quais as suas características

A cronologia é embaralhada: cada autor define um par de anos. Entretanto, o conceito criado lá em 1928, pelo sociólogo húngaro-alemão Karl Mannheim, diz que fazem parte de uma geração não somente aqueles nascido no mesmo período do tempo cronológico, mas sim aqueles que têm a “potencialidade ou possibilidade de presenciar os mesmos acontecimentos, de vivenciar experiências semelhantes, mas, sobretudo, de processar esses acontecimentos ou experiências de forma semelhante”, nos explica a doutora em sociologia Wivian Weller.

Isso é o mesmo que dizer que, mais do que o ano do nascimento, é o contexto sócio-histórico que define as gerações.

Os Tradicionais – nascidos antes de 1945, na faixa acima dos 80 anos, representam cerca de 1,52% dos brasileiros (Homens: 0,59%; Mulheres: 0,93%) segundo o Censo 2010. Hoje, quase todos já estão fora do mercado de trabalho.

Estas pessoas cresceram em um período conturbado da história: a queda da Bolsa de Nova Yorque levou à grande depressão, que afetou a industria cafeeira brasileira. A segunda Guerra Mundial, entre 39 e 45. a Era Vagas e o começo do fortalecimento do trabalhador e dos direitos trabalhistas, com a criação da CLT, em 1943.

Baby Boomers – nascidos no pós-guerra, entre 1945 e 1960, têm hoje entre 56 e 76 anos. Muitos ainda estão no mercado de trabalho, já que a aposentadoria no Brasil hoje varia entre 60 anos para as mulheres, e 65 para os homens. Ainda precisamos levar em conta a longevidade e a melhora significativa da qualidade de vida, que deram um gás para essa turma: não é raro vê-lo cheios de energia e muitos planos para o futuro.

Os Boommer nasceram em um tempo de otimismo: a reconstrução dos países atingidos pela guerra trouxe uma renovação nos ânimos. No Brasil, viveram o milagre de Juscelino Kubitschek, e seus “50 anos em 5”. Nas artes, a Tropicália entra em cena.

As mudanças, para eles, eram eventos pontuais, e logo as coisas voltavam ao “normal”, à sensação de estabilidade.

Geração X – nascidos no período de 1961 e 1980, os X têm hoje entre 41 e 55 anos. contestadora por natureza, essa geração nasceu em meio aos movimentos estudantis, Guerra Fria e ditadura militar no Brasil, de 1964 a 1985. Embora ainda valorizem a disciplina e a estabilidade que seus pais tanto amavam, são mais competitivos e individualistas.

Os Xs viram a internet nascer (quando tudo isso aqui era mato!) e se dividiram entre o ceticismo e a avidez frente às muitas possibilidades que o mundo virtual prometia.

Geração Y – os Millennials não nasceram, propriamente, na viragem do século, e sim entre os anos de 1981 e 1995. Mas cresceram nesse admirável mundo novo, conectado, globalizado, muito mais dinâmico. É a última geração a conhecer o mundo sem internet.

Por todo o contexto de redemocratização brasileira, da instabilidade financeira à retomada da economia, os Y tendem a buscar seus próprios negócios – são empreendedores e procuram seu propósito de vida, com mais consciência ambiental do que as gerações anteriores.

Geração Z – os primeiros “nativos digitais”, nasceram entre 1995 e 2010, num mundo conectado e sem fio: taí o celular, que eles tanto gostam (mas não pra fazer chamadas telefónicas, né?). A GenZ não faz a divisão on/offline – já que estão conectados a todo momento. Vivem a era do Big-Data, são rápidos, ágeis e curiosos.

Seu contexto é o da prosperidade e ascensão. São jovens muito mais engajados em causas sócio-ambientais, indo além: têm no ativismo a amplificação de suas vozes.

Geração Alpha – nascidos a partir de 2010, são touch-screen! Recebem tantos estímulos, que têm tudo o que é necessário para lidar com as grandes transformações que ainda virão.

Big Picture: olhe para o contexto

Como disse Karl Mannheim, mais do que a cronologia, é (também) o contexto de vida que une as pessoas de um grupo. E isso serve para agrupar os indivíduos em suas gerações, como também vai dizer-lhe detalhes do seu consumidor. Nem todos os X, ou os Millennials, agem da mesma forma, ou buscam as mesmas coisas, embora o contexto de vida possa apontar para algumas direções.

Convivemos, e com isso, mesclamos nossos comportamentos com os dos outros – aprendemos coisas novas, ganhamos outros pontos de vista, apoiamos causas, mudamos, evoluímos, transgredimos. Não fomos estáticos como padrões escritos.

Ah, Bia, assim você complica: não existe um ponto em comum a todos de uma mesma geração?

Sim, e não. Porque somos flexíveis e até as identidades mudam conforme as necessidades, o contexto. Por exemplo: sou uma GenX cinquentona, às vezes, eu me apresento como mãe de um adolescente; noutras, como mestranda; algumas vezes, como migrante. Embora essas Bias sejam “camadas” de mim mesma, cada uma me faz escolher determinado produto ou serviço, e cada camada dessa é “fisgada” por um tipo diferente de comunicação. Entende?

As imagens vieram do Unsplash – usei o nome das gerações para buscar um “rosto”.

Esplanada

Fulano pergunta: Já pensaste sobre o que significa liberdade, pra ti? 

Liberdade? Tipo, fazer tudo o que eu quiser, na hora que quiser, do jeito que quiser? Acho que sim, já viajei nesse delírio juvenil, quem nunca? Embora, no fundo, o velho em mim sempre faça a pergunta: qual o preço a se pagar?

Preço? Então pensas que liberdade implica em responsabilidade, é isso?

Ora, e não? Liberdade sem responsabilidade seria insensatez, não achas? Já imaginaste se não houvessem consequências para os nossos atos?

Saber calcular as consequências, e fazer um “balanço financeiro” deste preço é o que nos faz adultos? Já que colocaste a liberdade sem limites como um delírio juvenil, é isso o que separa os adultos dos jovens?

Assim, na ordem cronológica? Por esta consideração, não conheces adultos tão ou mais imaturos que muitos jovens, pois não? 

Tens razão, a cronologia nem sempre traz maturidade; era disso o que tu falavas: maturidade?

Na verdade, sim, e tenho me perguntado – divido a questão contigo: não seriam as nossas inúmeras escolhas – das triviais às mais significativas – que moldam nossa liberdade, justo porque as fazemos (ou deveríamos fazê-las) com a cautela de quem responde pelas consequências?

Sim, temos este caminho pela frente, e o paradoxo de Neruda: “és livre para fazer tuas escolhas, mas és prisioneiro das consequências”. Já escolheste o que vamos jantar?

Este pequeno conto é fruto das provocações filosóficas da Joana Rita, responsável pelo Clube de Perguntas*. No lugar de falar do clube, vou indicar a leitura do post o que distingue as pessoas perguntadoras das outras pessoas? 😉

Clube dos Contos

Clichê é dizer o óbvio: mas o óbvio precisa ser dito.

Quem conta um conta acrescenta um ponto.

Diz o dito popular que quem passa a história pra frente aumenta um fato, elabora o conto à sua maneira. É porque nós, os humanos, adoramos contar histórias. Desde os tempos imemoriais, ao lado do fogo, contamos o que nos acontece, inventamos narrativas, damos o nosso toque pessoal naquilo que falamos, e escrevemos. 

Se somos assim, porque tantos de nós insistem em dizer que não “sabem”escrever? Claro, muitos sabem das letras, das palavras, das sentenças, mas refreiam o ato de escrever – que se tornou complicado, angustiante, penoso. Perdemos o prazer de escrever, ou sequer um dia o tivemos; tal gosto ficou lá atrás, ou foi reprimido nos anos de escola (a redação era temida? Ou passou a ser depois de “gente grande”?).

O Clube dos Contos é um espaço para tentativa e erro, retomada do prazer e construção do hábito de escrever.


Escreva as tuas histórias

Separa papel e caneta, ou abre teu portátil: está na hora de escrever as tuas histórias, sejam elas verdadeiras ou não.

Quem conta um conto aumenta um ponto

Escrever traz muitos benefícios: são pontos pra vida!

Saber se comunicar bem é super importante, saber colocar tuas ideias no papel, de forma coesa e acessível, mais ainda.

Desenvolve a criatividade e aprimora várias soft skills.

Autoconhecimento pela escrita

Comunicação eficaz, escrita, empatia, colaboração, organização/planeamento, flexibilidade, pensamento criativo, capacidade de resolver problemas, relacionamento interpessoal, negociação e ética são as principais habilidades que o mercado de trabalho busca em seus colaboradores. 

São as tão faladas “soft skills”, competências que não necessariamente são desenvolvidas nas escolas, e que podem fazer toda a diferença na vida profissional. Aliás: na vida.

No Clube dos Contos, desenvolvemos todas essas habilidades de forma lúdica, construindo, linha após linha, uma percepção mais apurada das nossas potencialidades.

Vem fazer parte deste clube!

Como funciona

A cada mês é lançado o desafio: o que escrever.

No dia 1, irás receber as instruções para planear teu conto. Ao longo do mês, teremos lives no Instagram, disponíveis apenas para o meu grupo fechado de amigos. E no Telegram, um espaço aberto aos sócios para as eventuais dúvidas. 

Do fim do mês, em data marcada, nos encontraremos online para compartilharmos nossas histórias e recebermos feedback dos outros associados.

Curtiu a ideia? Fala comigo.

Planner 2021 de Conteúdo para Social Media

Fico feliz que tenhas vindo até aqui, com interesse no planner de conteúdo que fiz. Espero que ele te ajude a organizar teus pensamentos e a colocar no papel tuas ideias.

E não, não quero teu email. Não vou te mandar mensagens com dicas infalíveis, cheias de gatilhos ou encher tua caixa de entrada com newsletters matadoras com assuntos engraçadinhos para fisgar tua atenção.

Por quê? Porque eu não gosto dessas coisas (nem uso o meu “melhor email” quando me pedem). Não acredito neste marketing de escassez que andam vendendo por aí. Eu acredito que construímos relacionamentos com diálogo, com presença, no dia a dia. E mandar um email pra ti não vai resultar, não é mesmo?

Este planner é uma oferta minha para ti. É como eu farei o meu próprio planeamento para 2021. E quero convidar-te a me acompanhar nesta jornada.

No meu Instagram, vou compartilhar ideias e dicas de escrita criativa e “escrita estratégica” (que nada mais é do que a tal da escrita criativa com um objetivo claro, seja para site, blog, social media, ecommerce…). Também estou a pensar em criar algo mais exclusivo… mas ainda são planos. Se tu me seguires meu perfil, irás saber das novidades.

Bem, vamos ao planner, afinal: o arquivo pdf completo tem 39 páginas

  • Capa
  • 1 página de mapa de assuntos por níveis de conteúdo
  • 1 página com a grade para datas comemorativas
  • 12 páginas de Planeamento mensal com calendário, metas, notas e destaques (visão geral)
  • 12 páginas de Planeamento Semanal com metas da semana, lista de afazeres e notas
  • 12 páginas Posts da semana

Dica de calendário

  1. Para datas comemorativas em Portugal, além dos feriados nacionais e dias importantes, acompanha esta página: Calendarr PT
  2. Para a versão brasileira: Calendarr BR

Dica para o teu mapa de assuntos

O Google sabe de (quase) tudo, não é mesmo? Então, usa isso a teu favor. Pesquisa no Google Trends o que o seu público está a pesquisar. Nota que no canto superior direito podes alterar o país-alvo da pesquisa.

E lembra-te:

Durante a primeira quinzena de janeiro, estarei à disposição para conversar sobre o planeamento, elucidar tuas dúvidas e trocar ideias. Basta entrar em contato comigo (já sabes!) lá no Instagram. 😉