Escrita automática

A gente faz um esforço danado para sair do piloto automático da vida e assumir o aqui e agora, com toda a presença possível, não é? E agora eu venho sugerir que para destravar a sua criatividade nada melhor do que a técnica surrealista proposta por André de Breton em 1927 da escrita automática. 

Isso mesmo: escrita au-to-má-ti-ca.

É o seguinte: respira fundo, pega papel e lápis, ou caneta, respira fundo de novo e vai – solta o pensamento no papel. TUDO o que vier à mente. Nem se preocupe em ler o que está escrito. Se joga! Também não se preocupe com ortografia ou regras gramaticais – vale tudo. Escreva o que vier à cabeça, o mais rápido possível, sem filtro. Apenas escreva por um tempo determinado (uns 20 minutos, ou quatro páginas, por exemplo). Se rolar algum bloqueio, escreva sobre esse bloqueio – não pare! 

É normal a gente escrever coisas estranhas, sem muito sentido aparente, frases soltas, ou díspares. Tá tudo bem! Com a prática, a gente vai desenrolando esse novelo e os textos acabam por sairem quase prontos, com um ponto de vista original, sincero e criativo!

Eu uso essa técnica para escrever meu diário, pela manhã. Tenho alguns cadernos guardados, repletos de textos feitos sem filtro, sem regra. A única regra imposta é escrever quatro páginas sem pensar. 

Vamos nessa?

E você, o que pensa sobre isso?! Comente aí, vai...

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