Para falar de amor

Para deixar as coisas mais leves, com aquela sensaçãozinha de coração quente, quero provocar o amor! Quero propor que a gente escreva textos de amor, seja um parágrafo para o amor da sua vida, para você mesmo ou para quem ainda vai chegar. Pode ser uma carta, ou um poema, uma rima, um conto… um conselho aos apaixonados. Que seja aquilo que tocar seu coração. 

E se você publicar e me marcar, eu vou mesmo amar. 

Reescrevendo a história

No livro Um Novo Mundo é Possível, editado pela Bambual Editora, a autora, Adriana Hack, fala como a visão carregada de valores europeus suporta a visão colonizadora e racista que ainda está presente nos nossos dias, na maioria das sociedades modernas. Uma visão que influência a própria maneira como nossa história é contada (pág. 139).

Pensando nisso, proponho como exercício reescrevermos alguma história já  conhecida (ou um trecho dela) a partir de um novo ponto de vista.

Pode ser a história dos três porquinhos a partir da visão do Lobo, ou do curió que observava tudo de uma árvore. Pode ser a partir do ponto de vista do herdeiro de um dos porquinhos, que conta a história de implicância das duas famílias… Ou a história da chegada das caravelas a partir dos povos originários. 

Ou até mesmo uma história da sua família, agora contada no Globo Reporter, ou na novela das nove… 

Você entendeu o espírito da coisa, né? Entonces, mãos à obra!

Lista de palavras

Que conto pode sair de uma pequena lista de palavras obrigatórias? Quantas possibilidades de histórias? Infinitas! Penso eu…

Não sei como, nem em que ordem, mas o texto dessa semana TEM QUE TER todas essas sete palavras:

Lista: Ganso, estojo, avenida, cumbuca, aurora, megalópole, vicissitudes.

Nem precisa ser um conto longo. Um mínimo de 10 linhas, a três parágrafos. 

Bora colocar as ideias no papel?

E me marca, porque quero muito ler sua criação!

Escrita automática

A gente faz um esforço danado para sair do piloto automático da vida e assumir o aqui e agora, com toda a presença possível, não é? E agora eu venho sugerir que para destravar a sua criatividade nada melhor do que a técnica surrealista proposta por André de Breton em 1927 da escrita automática. 

Isso mesmo: escrita au-to-má-ti-ca.

É o seguinte: respira fundo, pega papel e lápis, ou caneta, respira fundo de novo e vai – solta o pensamento no papel. TUDO o que vier à mente. Nem se preocupe em ler o que está escrito. Se joga! Também não se preocupe com ortografia ou regras gramaticais – vale tudo. Escreva o que vier à cabeça, o mais rápido possível, sem filtro. Apenas escreva por um tempo determinado (uns 20 minutos, ou quatro páginas, por exemplo). Se rolar algum bloqueio, escreva sobre esse bloqueio – não pare! 

É normal a gente escrever coisas estranhas, sem muito sentido aparente, frases soltas, ou díspares. Tá tudo bem! Com a prática, a gente vai desenrolando esse novelo e os textos acabam por sairem quase prontos, com um ponto de vista original, sincero e criativo!

Eu uso essa técnica para escrever meu diário, pela manhã. Tenho alguns cadernos guardados, repletos de textos feitos sem filtro, sem regra. A única regra imposta é escrever quatro páginas sem pensar. 

Vamos nessa?

CdeEC – 2ª provocação

Hoje, dia 20 de março, é dia internacional da felicidade.

Segundo Wander Pereira, professor e pesquisador do assunto, na Universidade de Brasília, ‘felicidade é um empreendimento coletivo‘.

Confesso que ao longo da minha vida, o entendimento dessa tal felicidade mudou muito. Que bom!

Ao pensar nisso, já comecei a escrever o que é felicidade pra mim… (Mas não vou me adiantar!). 

Esse é o exercício que proponho pra essa semana, que marca o fim de um ciclo – o verão! – e o começo de outro. Aproveitemos esse momento para esquentar o coração, para aninhar as memórias e alimentar os sonhos.

O que é felicidade, pra você?

Escreva, ao mínimo, umas 10 linhas… deixe a sua ideia de felicidade correr solta pelo papel.

E já sabe: vou adorar se você compartilhar seu texto comigo.

Boa semana!

CdeEC – 1ª provocação

Tá, eu sei que Game of Thrones – GOT é do século passado! (As coisas nessa internet passam rápido demais, né?).

Mas vi essa provocação no livro Seja, Fale, Faça, da Luvvie Ajayi Jones, indicado no perfil de amiga querida, a Vivi Maurey. (Curiosa que sou, dei uma bisbilhotada no site do TED Talks, gostei da fala da Luvvie e comprei o livro).

Logo no começo, na página 20, Luvvie fala da importância de sabermos quem somos. Mas não só, como também discorre sobre a necessidade de conhecermos a comunidade na qual estamos inseridos, com a qual temos responsabilidade, a nossa base. Ela explica uma tradição africana quase esquecida, que costumava ser cantada nos aniversários e outras celebrações, e que conecta a pessoa aos seus ancestrais: Oríkì, uma palavra em iorubá que mistura duas outras e significa “louvar cabeça/mente”. 

Nas palavras de Luvvie, “um oríkì é uma saudação que louva a você mesmo, acolhendo também os seus e tornando o seu destino uma realidade”. Então, ela escreve uma fórmula para criar oríkìs no melhor estilo GOT! Gostei tanto que fiz o meu. 

Bem, você já percebeu que a primeira provocação não poderia ser melhor do que essa criativa saudação a nós mesmos! 

Pra isso, copio e colo a fórmula da Luvvie, que você pode achar na página 24 do livro:

“[Primeiro nome) (Nome do meio) da Casa (Sobrenome]. Informações sobre o agnome dele/dela (por exemplo, “Segundo de Seu Nome” se houver o agnome “Júnior”).

Próxima etapa: jogue a modéstia no lixo. Atribua a si mesmo todo o crédito do mundo. Quero que reconheça as coisas das quais se orgulha, bem como suas conquistas. Não precisam ser apenas profissionais, podem ser coisas que são tipo seu superpoder. Fique à vontade para usar pronomes reais (rainha, rei, conde, duquesa) para você, afinal, por que não? (Se alguém da monarquia estiver lendo isto, sinto muitíssimo pela apropriação. Só que não.) Seja criativo com a sua descrição se quiser. Também curto a ideia de brincar com aliterações só para dar um gostinho extra.”

Siga as orientações: não economize adjetivos. Seja grandiosa! 

Se quiser compartilhar com a gente, me marque na postagem. Vou adorar.

Ah! E se tiver dúvidas ou ficar travada, me chame.

Papel e caneta: comecemos!