Já estou de saco cheio!

Quando pensei em vestir um “uniforme“, a primeira pessoa com quem conversei foi a consultora de estilo Carla San. É claro que ela pediu para pensar um pouco, porque ninguém em sã consciência, ainda mais trabalhando com estilo, aceitaria vestir um uniforme por seis longos meses, não sem pensar muito a respeito.

Armário reduzido

13 peças básicas, alguns acessórios e umas quatro ou cinco peças para ficar em casa. Armário reduzido até setembro.

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Só que o meu momento era aquele. Mudar radicalmente era imperativo. Eu precisava fazer algo muito diferente do meu normal. E o meu normal até então era o animal print, as cores misturadas em estampas gigantes, os étnicos, as listras, os poás e os florais.

Vestir só preto tem me deixado entediada. Talvez, com o friozinho chegando, as cores dos lenços me animem um pouco. Talvez… Pensei que faria mais selfies, com os looks do dia. Todavia, a motivação para tal nem deu um segundo suspiro: morreu em frente ao espelho, ao constatar a monotonia do reflexo.

 

Mas por que raios eu decidi usar um uniforme?

Não sei. Quer dizer, eu imaginava que seria muito mais fácil me arrumar, que o armário quase vazio (eram mais de 60 cabides!) me traria uma certa paz. E trouxe. Só que ela não é a minha praia! Eu gosto do caos (não me lembrava disso!).

Roupa é statement.

Roupa é a afirmação da sua personalidade, uma declaração de quem é você na fila do pão. Mesmo que você opte por não declarar nada. Não tem como fugir.

Ao me privar das minhas afirmações inconscientes (nunca pensei tão abertamente em quais imagens gostaria de passar com o meu vestir),  eu tenho pensando mais em quem eu sou. Também tenho me arrumado em 5 minutos, já que não tenho como escolher algo diferente do combo blusa preta + calça jeans (ou calça preta). Prestar mais atenção às escolhas das outras pessoas tem sido meu passatempo favorito. E quase não vejo vitrine, coisa que fazia com os olhos lânguidos de desejo – perdi o tesão. Vez ou outra me pego divagando sobre que guarda-roupa terei ao terminar o projeto… calça de alfaiataria, corte reto, com t-shirt branca e algumas saias midi estampadas? Algo mais clássico-retrô com algumas peças coringa, ou assumir de vez meu lado over a la Iris Apfel?

É engraçado você se privar de algo por escolha própria – não é um fardo, é uma experiência interessante de auto-conhecimento. Algo como um detox, uma purificação quase religiosa. Eu, aquela extravagante, agora visto algo comedido. Posso até reclamar de tédio, mas me sinto leve.

Céus! Sou uma acumuladora!

Esvaziar o armário, trocando todas aquelas roupas por 13 peças quase-idênticas já mudou muito a minha cabeça. E o engraçado foi que não percebi logo de cara! (eu achava que me conhecia e me percebia muito! Aham!) Não! Não foi assim… Eu comecei a sentir um desconforto muito grande com as “coisas” nos armários. Todo armário que abro tem MUITA COISA. Algumas não são usadas há anos!!!

Para!

– Tenho coisas que não uso há anos.

Você percebe algo estranho nesta afirmação? Bem, agora eu percebo. E fico muito assustada com isso. Como posso ter coisas entulhadas nos armários que nem mesmo uso? Estão ali nem para figuração, já que ninguém que vem ao meu apartamento as admira, como um objeto colecionável. Afinal, as benditas estão guardadas há anos no fundo de um armário.

Hoje, deu a louca na Bia! Aliás, eu sou a louca das garrafas, sabia? Não? Pois sou: amo garrafas e as guardo, querendo fazer algo diferente com elas. Já pensei em fazer luminárias, mas deixei pra depois, já que não descobri quem poderia furá-las para mim. (Até pesquisei no google como cortar e furar garrafas, mas achei impossível fazer isso no meu apertamento sem área de serviço decente!).

Isto posto, posso continuar: hoje, deu a louca na Bia. Olhei todas as garrafas guardadas em todos os cantos da casa e fiquei muito aflita. Eu não vou fazer nada com elas. Não agora. E não tem porquê guardá-las. Se eu levar a ideia adiante, posso conseguir outras garrafas, sem custo algum, em vários lugares. Então, as minhas se despedem hoje, e vão para a reciclagem na Light, para diminuírem minha conta de energia elétrica.

.garrafas

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*alívio*

Sabe que dá um prazerzinho se livrar de algumas coisas?! Fato!

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Garrafas para serem descartadas

 

>> ainda há muito o que ir embora…

Muda tudo, vai…

A sua vida está tranquila, mas nada favorável.
O que você faz?
MUDA!

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Essa semana, começo a encaixotar os pré-conceitos, os medos, os “e se…”.

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Ainda não sei o que fazer com eles porque, né, são tipo lixo tóxico! Se eu jogá-los em qualquer lixão, corro o risco de aumentar o surto de histeria coletiva que ronda por aí.

Guardá-los num depósito? Sei não… o custo é muito alto para pouco valor que eles têm. Diferente de roupa que, se não nos servem mais, doamos, esses itens não têm serventia a ninguém mais (nem deveriam ter!). Ainda tenho um certo receio de baixar a Pandora em mim: vai que abro a porra da caixa?

Acho que o ideal seria um ritual pagão, onde fosse possível queimá-los todos, me purificando com fogo… (embora tenha medo de defumar minha pequena casa!!!)

https://unsplash.com/christianallard

unsplash.com/christianallard

 

#Aguardemos

Até aonde você vai para se encontrar?

Vou repetir a pergunta: até aonde você vai para se encontrar? Mas se encontrar mesmo – de verdade – na essência? Conhecer seus limites, entender seus desejos e frustrações…

Acredito que eu estava anestesiada pela rotina. Você sabe, essa sequência de acordar, cuidar da casa, do filho, do trabalho, se divertir (quando dá!), dormir e acordar no dia seguinte para fazer tudo – quase – igual.

Os projetos estava indo para a gaveta. No início, eles se debatiam e se rebelavam, mas com o passar do tempo nem isso faziam. Era só aquele olhar de soslaio e tchum, mergulhavam de cabeça na gaveta.

Eu não estava feliz. Aliás, não estava feliz há anos. Foi aí que me descobri uma ótima atriz. Sim! Porque eu até me enganei direitinho por vários anos (vou ser mais precisa: foram uns 3 ou 4). Tá bom, não estava sempre infeliz. Até chegar 2014 e cair a ficha: eu estava com depressão. E quando a ficha caiu, o seu peso me levou pro fundo do poço. Hoje, vejo que a tal mola no fundo do poço assume várias formas – no meu caso foi trocar o tratamento tradicional da dupla psiquiatra+psicólogo e apostar em uma neurologista, a Dra. Maria Elisa, com apoio da psicóloga Ananda Salerno. Duas mulheres fundamentais na minha recuperação – serei sempre grata pelo suporte!

Foi eu sair de uma crise para cair em outra! Se, por um lado, a crise político-econômica está reduzindo minha atuação, está também ampliando meus horizontes. Mas o que isso tem a ver com se conhecer de verdade?

Acontece, meu caro, que se a doença me ensinou a buscar as respostas para os meus problemas em mim mesma, esta crise político-econômica reforça tal aprendizado. Foi preciso mergulhar em mim, conhecer meus oceanos e suas correntes, mapear sua vastidão, catalogar a vida que existe nos arrecifes, me descobrir afinal.

caravela

foto: unsplash

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“Quem olha para fora sonha, quem olha para dentro desperta” – Carl Jung

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Se eu continuar na metáfora, posso dizer que cem tanques de oxigênio não foram (ou são!) suficientes! Por muitas vezes me senti perdida, desorientada. E cada vez mais fascinada. Só agora sei que essa sensação de desconforto é peculiar do crescimento (seja ele físico, espiritual, intelectual..).

No crescimento do corpo do animal (a lagosta), a carapaça deixa de lhe servir (devido á rigidez do exoesqueleto) e começando a ficar “apertada”, o animal liberta-se da carapaça num curto espaço de tempo, sintetizando em seguida um novo exoesqueleto, o que equivale a dizer que durante esse período o corpo fica “mole” e desprotegido, ficando vulneráveis aos inimigos e predadores. – Por Rui Motta Freitas (6/99) Cadeira de Fisiologia Aquática.

Interpretei errado os sinais da vida e acreditei que precisava deixar para trás meu lado vulnerável, sendo só forte. É claro que deu um bug no sistema! A inteireza do ser é sua maior expressão, um tesouro de valor inestimável!

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Odes de Ricardo Reis

Para ser grande, sê inteiro: nada
Teu exagera ou exclui.
Sê todo em cada coisa. Põe quanto és
No mínimo que fazes.
Assim em cada lago a lua toda
Brilha, porque alta vive.

Ricardo Reis, 14-2-1933
Fernando Pessoa

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Eu não me lembro quando escrevi a frase: “posso ser quem eu quiser, e posso mudar de ideia”. Hoje, ela faz ainda mais sentido.

Organizando o armário – 1ª fase

Eram 50 cabides, alguns sustentavam até duas peças, mais 3 gavetas e uma prateleira. Tinha blusa pendurada que eu nunca usei. Saias, camisetas, vestidos de todas as cores e modelos, de todo tipo de tecido. Alguns recém comprados, outros… com 20, 25 anos de história – estes há tempos deixaram de ser roupa e ganharam o status de peça de museu!

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Armario da bia antes do projeto

 

.Para começar o projeto, esse experimento maluco, tinha que arrumar o armário. E lá fui eu fazer esse trabalho glamuroso #SQN. Fiz algumas fotos para documentar o processo, é claro! E vários snaps (segue lá: biattrix). Gastei toda a manhã, mas organizei tudo. Pilhas de roupas na cama, aproveitei para separar para doação o que não usaria mais.

roupas para organizar guardar e doar

Roupas para guardar na mala e para doar.

 

roupas que serao guardadas por 6 meses

A mala! Aí não tem só roupa: tem história! Como é difícil me desapegar!

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E aí me dei conta de que não separei, no projeto, roupas para ficar em casa!

Ihhh, já furei tudo, né?
(Que nada, não tô me levando tão a sério assim!)

Entonces, o armário agora tem 13 peças para o projeto, sendo:

(Gente, essa rouparia toda é para reunião com clientes, levar e buscar o João na escola, café com as amigas, aulas, workshops, palestras (as minhas e as que assisto!), supermercado, cabeleireiro, médico, dentista, cinema, barzinho, festinha, reuniãozinha, balada… qualquer coisa que me tire de casa!)

  • 5 camisetas pretas idênticas.
  • 2 calças pretas iguais
  • 1 blue jeans
  • 1 saia lápis preta
  • 2 saias de malha listradas (amo listras!)
  • 1 bermuda blue jeans
  • 1 vestido de festa preto
armario da bia durante o projeto

As 13 peças básicas, pretas, simples.

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Para vestir somente em casa, separei roupinhas confortáveis e seguindo, mais ou menos, a história do projeto: quase tudo preto! Mas tem duas peças estampadas: as mais sóbrias. (acreditem, sou capaz de misturar estampas nada a ver e, na maioria das vezes, sou muito, muito colorida!).

  • 1 vestido preto
  • 4 blusas (preta/off-white)
  • 1 bermuda de malha
  • 3 leggings (preto/ poá/ liberty)
  • 3 casacos moletom (aqui em casa é gelado no inverno, mesmo que na rua esteja um clima ameno)

A primeira coisa que pensei foi: putz! estou mudando tudo, já que agora tenho 25 peças no armário!
Relaxa, mesmo assim, mudei muito meu padrão – tá valendo!

Eu disse que os acessórios estava liberados, né? Mas aí eu me dou conta de que tenho MUITOS paninhos (leia-se: echarpes, lenços, pashiminas). O que fazer? Ao longo do projeto, vou reduzir isso também!

Quanto aos sapatos… tô me percebendo uma acumuladora!!! Ou tenho síndrome de centopeia! Mas vou deixar o inventário para depois. Hoje é aniversário do João (meu filhote faz 10 anos!) e preciso me arrumar para o jantar. Com que roupa eu vou, hein?

 

 

Que ideia maluca!

A ideia veio no banho. E se? Como vou me sentir? Será que isso pode me mudar?

Não quis procurar projetos parecidos para não me contaminar. Não quero saber o que outras pessoas viveram ao mergulharem de cabeça numa ideia tão maluca quanto a minha.

Afinal, qual é a ideia, Bia?! 

eu mais 13 pecasA ideia maluca que tive é, durante 6 meses, usar apenas 13 peças de roupa. Mas não é um armário cápsula, com peças curinga, clássicas, ou tendências… minha ideia está mais para um uniforme: cinco camisetas iguais, duas calças idênticas, um jeans, três saias, uma bermuda e um vestido de festa. Tudo (mentira! Quase tudo…) preto. Basicão mesmo.

Vou esvaziar meu armário e guardar todas as roupas em malas, longe das vistas (assim deve ser mais fácil, né? Depois penso o que farei com elas…). Ainda estou pensando se limito os sapatos… Por enquanto, não consigo nem pensar em reduzir os acessórios! Sou louca por eles, amo todos que tenho e penso que nunca são demais. Nesse item, incluo meus “paninhos”: pashiminas, lenços, echarpes… (é muito amor, gente!)

Então, tá: é isso. Começo oficialmente amanhã, de 15 de março e vou até 15 de setembro, a data que marquei para finalizar o experimento. Ou não, vai saber!

Você tem medo de quê?

Ela a olhou bem fundo dos olhos. Aquele instante pareceu uma eternidade. Rasgando o silêncio, a pergunta a trouxe de volta do transe: qual o seu medo? Silêncio. Olhos nos olhos.

– me responde: qual o seu medo?

Agora, ela desviou o olhar. Não conseguiria sustentá-lo por mais tempo. Talvez, neles a outra visse a resposta. Ou a vergonha fosse maior.

– Vergonha? – ela pareceu ler seus pensamentos: – vergonha de quê?

Não sabia dizer. A mente estava embaralhada, os olhos, turvos, os ouvidos, zunindo. Já não ouvia mais nada. O tempo parou. A outra continuava matracando qualquer coisa.

– Medo de quê? Vergonha de quê? O que está acontecendo?

Ela cambaleou. As perguntas ecoavam pela cabeça, que agora doía mais que de costume.

– Medo? Qual? Vergonha? Por quê?

Deu um passo à frente, mas esbarrou no espelho que lhe encarava de volta.

Photo credit: ethermoon via VisualHunt.com / CC BY-ND

Photo credit: ethermoon via VisualHunt.com / CC BY-ND

Dá série: Telemarketing – 01

– Olá, posso falar com a Regina?
– Você ligou errado, não tem ninguém com esse nome aqui.
– Posso, então, falar com a responsável pela casa?
– Pois não, sou eu a irresponsável.
– mas, a responsável não está?
– nunca esteve, senhor… nunca esteve.

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Foto: Visual hunt

Certezas

Eu-tenho-certezas-poof

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Eu tenho pequenas certezas.

Sei que elas, as certezas, são ninfas voláteis. Basta um segundo e… poof!, desaparecem no ar. Mas gosto delas mesmo assim. Aliás, gosto delas exatamente por isso, por serem tão instáveis. É que essa caracteristica tão peculiar exige minha constante observação.

Poof, lá se foi uma delas.

Tudo bem, eu construo outras (Poof, poof, poof!) que se desfarão no ar, igualzinho as todas as outras. E assim, nesse movimento intelectual meio esquisito, eu me reinvento a todo instante.

Estamos juntos!

 

Por algum tempo, eu me sentia única – mas de uma maneira estranha. Eu me sentia inadequada. E acreditava que só eu era assim.

Aprendi a escrever para organizar os pensamentos. Ao colocá-los para fora, mudava a perspectiva e era capaz (ainda sou) de ordená-los de maneira mais eficiente. Isso sempre funcionou para mim. Até se tornar um hábito de limpeza ~mental~, como escovar os dentes.

Um dia, há muito tempo, resolvi publicar um blog e o chamei de “Pensamento Acidental – o que penso, quando penso“. O compromisso era não ter compromissos: de tema, de dias certos para postagens, ou quaisquer regras preestabelecidas. Isso porque sempre fui meio anárquica, eu acho.

Quando escrevia meus sentimentos, medos e angústias sob o manto protetor da “ficção” em contos e poesias, comecei a receber emails e comentários de outras pessoas que juravam que eu falava delas. Percebi que minha inadequação, minhas particularidades não eram tão únicas assim… Várias outras pessoas sofriam do mesmo, viviam com as mesmas angústias.

Depois de um tempo, comecei a ver com encanto o quanto somos tão iguais e tão diferentes.

Um dia, voltei a achar que “isso – desse jeito – só acontece comigo!”.
Mas, desta vez, eu estava doente.

A vida começou a não fazer sentido, os dias perderam a cor, a luz virou sombra. Só sabia chorar e me encolher. Esquecia das coisas, não conseguia pensar, nem escrever. E logo eu, que falava sobre os mais diversos assuntos e adorava um bate papo, já não conseguia conversar! Eu me sentia tão desinteressante, que me faltavam palavras! Eu estava com depressão.

Comecei a achar que estava fazendo corpo mole para determinadas coisas, que andava preguiçosa e procrastinadora demais. E me envergonhei por isso. É claro que no início, eu tentei esconder de todos o que eu sentia. E, posso dizer, fui muito boa nisso, porque escondi até de mim mesma. Quer dizer, hoje eu acho que alguns amigos mais atentos perceberam que as coisas não estavam tão bem assim…

Segui anestesiada por um tempo. Até que me faltaram forças. E eu cai.

Psiquiátra, psicólogo, neurologista, e alguns tarjas pretas fizeram parte da minha rotina. Ouvi até médico dizer que era falta do que fazer, cabeça vazia demais! (Oi?) Eu sabia que precisava de ajuda, por isso contei para alguns poucos amigos, embora eu ainda me sentisse muito envergonhada. Estava fraca e odiava isso!

Aos poucos fui me entendendo e fazendo as pazes comigo. Percebi que a doença também me trouxe uma ótima oportunidade de repensar a vida, mudar várias coisas que não valiam mais. Voltei a me sentir leve! As cores, o brilho e a luz voltaram. Depois de quase um ano de tratamento, recebi alta da medicação. Isso foi em dezembro de 2014.

De um tempo para cá, tenho pensado que a útima etapa deste longo tratamento é a exposição pública.

Era preciso contar pra todo mundo sobre esse período turbulento, sem grandes emoções. Esta seria uma maneira de saber – de fato! – que ele ficou no passado.

Falar abertamente sobre a minha depressão é também uma forma de dizer para várias outras pessoas que elas não estão sozinhas. E assim, numa corrente do bem, tentar explicar para tantas outras de que a depressão não é uma frescurinha, não é cabeça vazia ou falta de louça para lavar!

Falar abertamente sobre a minha depressão é a minha maneira de te estender a mão e falar: – “vem! Estamos juntos nisso! Vá procurar um médico, vai se tratar, e se quiser, tô aqui para te escutar. Para trocar umas ideias”.

Se eu sobrevivi e estou mais forte, você também pode. Afinal, somos tão iguais: humanos!