Clio, a Musa inspiradora

Clio, a Musa da História e da Criatividade, que ilustra esse post, lhe faz um convite: repense seus padrões!

Quando eu lhe peço que pense em uma pessoa criativa, que tipo de imagem lhe vem à mente?

Como essa pessoa se parece? O que ela veste, como se comporta? O que ela lê? O que ela faz?!

Você se imaginou?

Pensou em um conhecido ou alguém distante, com quem você não tem contato?

Daí, outra pergunta: Criatividade é um privilégio de que tipo de pessoa?

Porque uma coisa é certa: TODO MUNDO É CRIATIVO! (Basta a gente não limitar o tipo de criatividade de que estamos falando…).

Em menor ou maior grau, direcionado a um estilo ou outro, repito: todo mundo é criativo!

Às vezes, o que nos trava é uma crença limitante. Um pensamento que está fora de contexto, e que não nos serve mais.

Já parou pra pensar nisso?!

Imagem: abusadas intervenções (no Canva) sobre Clio, óleo sobre tela, de 1689, do pintor francês Pierre Mignard, do acervo do Museu de Belas Artes de Budapeste.

O que é escrita criativa pra você?

Uma dica: ao escrever, use lápis e papel – o manuscrito tem um poder além da tela! O ato de escrever à mão desperta nosso corpo e mente.

Voltando: pra mim, #escritacriativa é uma escrita livre, fluida, que comunica o que quero, para quem eu quero.

Pode ser um post do blog, uma legenda do Insta… pode ser conto, crônica, prosa ou poesia.

Tem alma, sabe?!

Agora me conte, o que é escrita criativa pra você?

Pequeno-GRANDE exercício

Resolvi, entre tantas GRANDES-pequenas decisões (sim, hoje estou para esses exageros!), resgatar a ideia da oficina de escrita criativa (online e presencial!). Comecei isso lá em Lisboa, no meio de 2021, com o Clube dos Contos, mas a vida aconteceu meio tsunami e tudo mudou. Mas isso é assunto para um outro post, vamos ao pequeno-grande exercício…

Pequeno-grande exercício de “esquenta” 🫣😉

Papel e caneta (ou lápis) na mão e… para uns minutinhos. Respira. Coloca uma playlist bacana. Um cheirinho bom no ambiente.

Preparada, pessoa?

Quais são os 10 mandamentos da tua vida?

Lista feita? Repousa. Respira. Repensa.

É isso mesmo?

Então, escreve um manifesto com eles.

Vou fazer o meu aqui. 😉

Se quiseres compartilhar, vou ficar de coração quentinho!

Clube dos Contos

Clichê é dizer o óbvio: mas o óbvio precisa ser dito.

Quem conta um conta acrescenta um ponto.

Diz o dito popular que quem passa a história pra frente aumenta um fato, elabora o conto à sua maneira. É porque nós, os humanos, adoramos contar histórias. Desde os tempos imemoriais, ao lado do fogo, contamos o que nos acontece, inventamos narrativas, damos o nosso toque pessoal naquilo que falamos, e escrevemos. 

Se somos assim, porque tantos de nós insistem em dizer que não “sabem”escrever? Claro, muitos sabem das letras, das palavras, das sentenças, mas refreiam o ato de escrever – que se tornou complicado, angustiante, penoso. Perdemos o prazer de escrever, ou sequer um dia o tivemos; tal gosto ficou lá atrás, ou foi reprimido nos anos de escola (a redação era temida? Ou passou a ser depois de “gente grande”?).

O Clube dos Contos é um espaço para tentativa e erro, retomada do prazer e construção do hábito de escrever.


Escreva as tuas histórias

Separa papel e caneta, ou abre teu portátil: está na hora de escrever as tuas histórias, sejam elas verdadeiras ou não.

Quem conta um conto aumenta um ponto

Escrever traz muitos benefícios: são pontos pra vida!

Saber se comunicar bem é super importante, saber colocar tuas ideias no papel, de forma coesa e acessível, mais ainda.

Desenvolve a criatividade e aprimora várias soft skills.

Autoconhecimento pela escrita

Comunicação eficaz, escrita, empatia, colaboração, organização/planeamento, flexibilidade, pensamento criativo, capacidade de resolver problemas, relacionamento interpessoal, negociação e ética são as principais habilidades que o mercado de trabalho busca em seus colaboradores. 

São as tão faladas “soft skills”, competências que não necessariamente são desenvolvidas nas escolas, e que podem fazer toda a diferença na vida profissional. Aliás: na vida.

No Clube dos Contos, desenvolvemos todas essas habilidades de forma lúdica, construindo, linha após linha, uma percepção mais apurada das nossas potencialidades.

Vem fazer parte deste clube!

Como funciona

A cada mês é lançado o desafio: o que escrever.

No dia 1, irás receber as instruções para planear teu conto. Ao longo do mês, teremos lives no Instagram, disponíveis apenas para o meu grupo fechado de amigos. E no Telegram, um espaço aberto aos sócios para as eventuais dúvidas. 

Do fim do mês, em data marcada, nos encontraremos online para compartilharmos nossas histórias e recebermos feedback dos outros associados.

Curtiu a ideia? Fala comigo.

Vamos planear nosso conteúdo de Social Media? Vem comigo!

Desde 2010, eu sempre organizo o conteúdo dos meus clientes em calendários. Cheguei a antecipar 60 dias de conteúdo: haja criatividade para fazer 120 posts num só dia!

Enquanto isso, eu mantinha as minhas postagens no Instagram e no Facebook feitas em real time, sempre com foco no pessoal, com pouquíssimas dicas de trabalho. Shame on me!

Já estava mais do que na hora de mudar isso aí…

Bem, para marcar esta nova fase, fiz um Planner de Conteúdo (um arquivo pdf que podes usar no teu computador ou imprimir).

E durante a primeira quinzena de janeiro, estarei à disposição para conversar sobre o planeamento, elucidar tuas dúvidas e trocar ideias. 😉

Além dessas, o planner tem outras páginas para que tu mergulhes no teu conteúdo e possas organizar melhor tuas postagens.

Quer baixar o planner? Ele está completinho no próximo post 😉

Uma curiosidade

A Ginko Biloba que enfeita nosso planner é uma árvore considerada um fóssil vivo, na terra desde os tempos jurássicos! Conhecida por resistir à bomba de Hiroshima, é símbolo de longevidade, esperança, superação, paz e beleza.

Além disso, há uma divertida superstição: se tu conseguires apanhar uma folha de Ginko Biloba a cair da árvore, ainda no ar, sem ter tocado o chão, terás prosperidade para a vida toda! <3

Beijinhos grandes e bom 2021!

Olha ao teu redor: observa!⠀⠀

O que vês?

Quais os sons, os cheiros, os rostos, as construções… qual a cor predominante?

Agora, fecha os olhos e recria essa cena na tua mente.

O qual próxima ela é do real? O que tem de diferente?

Esse pode ser um exercício lúdico para despertar o teu poder de observação.

? Que tal experimenta-lo por uma semana e contar-me o resultado?

Como contar histórias?

? Contar uma história é como costurar palavras, alinhavar fatos, ideias, conceitos – um ponto depois do outro!
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1) Sê simples e direto.
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2) Prefere tu as frases curtas.
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3) Preocupa-te em construir algo com começo, meio e fim.
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4) Atenção à clareza! Pergunta-te: o que Eu quero dizer, afinal?

? Lê mais histórias!

Quando lemos, nos transportamos para outros mundos. Instigamos nossa imaginação para reconstruir as cenas lidas, ampliamos nosso repertório de palavras, “experimentamos” (ainda que de leve!) as mesmas sensações dos personagens, exercitamos a empatia. Uau! Só temos a ganhar. Quando terminamos a leitura de um livro, somos outra pessoa.
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Use isso a teu favor. E diverte-te no processo!

? Ouve mais histórias!

Todos os dias, muitas pessoas passam por nós – às vezes, dizem apenas um olá, um bom dia… noutras, compartilham connosco fragmentos de histórias, pedacinhos de suas vidas. Ao prestarmos atenção no que elas dizem-nos, aprendemos mais, cultivamos a empatia, alegramos o dia do outro.
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Sê generoso: ouve mais!

Ui, deu branco.

? A página está ali, limpinha, a esperar qualquer coisa… ou pior: o ecrã a piscar aquela luz fria.

E então, a pessoa vê-se tramada! ?

? Guarda está dica para a próxima vez em que isso acontecer: não fique sentada na frente do computador, com aquela cara de interrogação, sem noção do que escrever, como e por onde começar, ou a esperar uma centelha de inspiração. Sai já daí!

Vai tomar um duche.
Dá uma caminhada.
Pega um café.

Faz uma pausa e não te cobres tanto. Acontece!

Daqui a pouco, uma ideia surge.

E tu, tens alguma dica para acabar com a “maldição da folha em branco”?

Expressa-te e sê verdadeiro.

Cada um de nós tem um jeito diferente de se expressar.

Criatividade pode ser entendida* como a produção de uma novidade por meio de elementos já existentes…

Ou como um processo de crescimento, devir, mudança.

A primeira definição postula o mundo como um conjunto de partes distintas; o segundo, como um movimento ou fluxo contínuo.

* Belíssima definição dos antropólogos Elizabeth Hallan e Tim Ingold, em Creativity and Cultural Improvisation.

? Eu escolho o fluxo contínuo… e tu? ?

Roube como um artista

Original ou uma cópia?

Há quem diga que nada se cria, tudo se copia #ditopopular

Bem, prefiro as inspirações: um novo olhar sobre a coisa, o meu toque pessoal, o meu jeito de fazer…

Pensa assim: num mar de mesmice, o original se destaca. E é isso o que buscamos, não?

Não se compare. Mas Inspire-se em múltiplas fontes, faz um mix e dá lá o teu toque pessoal.

Essa é uma dica do #RoubeComoUmArtista que vale levar pra vida.

Cartas para ti mesmo. Mas podemos modernizar: um email para ti próprio.

Uma dica de escrita criativa é escrever cartas pra ti mesmo. O princípio é igual ao do diário: tu escreves, ninguém mais lê, e assim pratica a escrita sem cobranças. O “plus a mais” é que as duas técnicas funcionam como escrita terapêutica também. Ou seja: têm o bónus do autoconhecimento ❤️

Tu podes escrever a carta no papel, lacrar o envelope, assinalar em que data ela deverá ser aberta e guardá-la numa caixa. (É bom um certo autocontrole para não abrir a carta antes do tempo!)

OU…

Usar o site FUTUREME.ORG e mandar pra ti mesmo as mensagens por e-mail. Tu programas no site a data em que desejas recebê-lo e por lá mesmo podes dar um reply pro teu “eu” do passado.

Conheço o site desde 2009, quando num rompante escrevi um e-mail pra Bia de 2029!!! ?

Esqueci-me do site por completo, até redescobri-lo em 2015, quando passei a escrever e-mails anuais, sempre no dia 31 de dezembro.

Receber e reler os e-mails é emocionante, os responder é ainda mais gratificante. (Percebes porque fiquei super emocionada?!)

❤️ Essa é uma dica que vale por muitas, porque a escrita de “uma carta pra ti” carrega tanto poder, tanta emoção, que a vejo como um presente. É sério, não estou a exagerar! Escreve a carta, e depois que a receber, vais perceber o que digo. E se te lembrares, me conta!

Rotina X Disciplina X Criatividade

Segunda-feira, por aqui, a rotina volta a todo o vapor. Aí é assim também?

Rotina é disciplina, fundamental para escrever. Mas, paradoxalmente, é mesmice, o que soterra a nossa criatividade. ?

O que fazer?!

Uma dica (na verdade, é o que eu faço e resulta!): acha um tempo na tua agenda para quebrar essa rotina, e dar espaço para o inusitado, para o diferente, o “do momento”. Pode ser um caminho novo para aquele mesmo lugar que sempre vais, seja um prato diferente no restaurante rotineiro, o Spotify ligado numa rádio criada a partir de algo que gostes, uma revista que nunca leste antes, na espera no consultório. Qualquer pequena alteração na rotina já vale.

Tens alguma estratégia para trazer algo de novo para o teu dia a dia? Conta pra mim! 

Desafio de escrita #1

O mapa, a máquina fotográfica e o cogumelo

Escolhi 3 dados aleatoriamente, para ilustrar um post… acabou por virar um desafio de escrita!

Naquela tarde, sai para uma caminhada despretensiosa. Escolhi caminhos aleatórios, para conhecer melhor a região. O céu azul, o vento fresco de outono, folhas estaladiças pelo chão… Foi o cheiro de mato que me guiou até um bosque próximo, logo depois do parque, a alguns metros da minha rua. Por ser em uma direção oposta a que tomo todos os dias, aquele lugar era completamente novo pra mim.

Distraída, segui pela trilha aberta por outros passos, e quando dei por mim já estava a vaguear por entre as árvores. O sol fraco trespassava os galhos e emprestava um brilho diferente às folhas amareladas pela estação. Pequenos insetos voadores cruzavam meu caminho e o barulho da cidade ficava cada vez mais distante.

Gosto de caminhar para pensar. Assim consigo me desligar das questões do dia a dia. É um processo de descolamento da realidade, e ao mesmo tempo, um mergulho no meu eu-interior.

O bosque não era muito denso, o que permitia que eu mantivesse o parque sob o olhar, a alguns metros de distância. Apesar de estar sozinha em um local até então desconhecido, não sentia medo, mas a liberdade de estar na natureza.

Parei, observei ao redor, e foquei a atenção em uma das maiores árvores dali. Não muito grande, mas o suficiente para se destacar. Ainda não tinha perdido todas as suas folhas, mas anunciava que o outono já ia ao meio. No chão, muitas folhas de múltiplos tons, do amarelo ao castanho. Mas algo em seu tronco gritava por atenção, prendendo o meu olhar: os mais estranhos cogulemos que já vi salpicavam o tronco da árvore como degraus, subindo em círculos, e conferiam ao momento uma atmosfera mágica, extranatural, quase a retirar aquele lugar do mapa real, e transportá-lo para alguma terra mítica, fantástica das histórias infantis.

Sorte a minha que os telemóveis há tempos são verdadeiras máquinas fotográficas, com suas lentes XPTO. Saquei uma foto, com medo de que aquele instante se perdesse na minha memória. Depois de retornar a casa, esta tarde seria história, e as preocupações quotidianas seguiriam seu curso. Entretanto, aquela cena estaria ali, impressa, emoldurada na parede, como um portal pronto a me levar de volta aquele tempo quimérico.