Homem objeto, exibido pelas ruas da cidade, nos chás de caridade, pras tias velhas empoadas. [Calem-se!] Não enxergam que estou acompanhada? Não percebem o quanto sou amada? Sexo todo dia, café na cama [um love-doll sem conceito, um amante sem desejo]. Romance de novela da Globo na minha vida! Vocês não adoram o meu bibelô?…
Bonequinha de lixo, aprendi cedo a fazer meus caprichos, seduzir sem me deixar encantar… Pra montanha-russa de emoções basta um bilhete do parque. Comprei, me enganei, caí.
Maquiagem borrada, máscara arrancada, coração ferido, me descobri humana, afinal. [Amei o deus errado]. Tirei meus ídolos da parede. Dorian Gray foi destituído.
Da carne, com gosto de desejo, ficou a saudade.
Da boca, de sorriso fácil, só restou indiferença.
No vaso rachado, as rosas murchas da minha paixão.
Homem, não se engane, você é o objeto do meu mais doce amor… Persona onipresente, que até em sonhos te vejo. Criança grande e terna, pra sempre vou te amar.
* Essa foto veio do flickr.com/hagerstenguy



Ruim com eles; pior sem, né? Kakakakaka.
Amo-te escrevendo de novo, queridíssima.
E vamos marcar encontrinho de final de ano pra lé e cré? Hã?
You’re top, darling.
Bezzos,