Na Praça, os daqui e os de lá passam

Como as pessoas circulam e ocupam o espaço público?* Para responder tal pergunta, separei um par de horas para observar como a Praça Dom Luis I serve de passagem e paragem para as pessoas que circulam pela cidade. Na última sexta-feira, por volta das 17h (16h52, para ser mais exata), atravessei a avenida 24 de Julho rumo à Praça, vizinha do Mercado da Ribeira, conhecido ponto turístico-gastronômico de Lisboa. Como forasteira, me interesso em observar como os locais e os “de fora” circulam pela cidade. Os olhares são tão distintos que é quase possível afirmar, mesmo sem ouvir quaisquer palavras, se são daqui ou de lá.

 

O tempo nublado não deixa Lisboa menos fervilhante, e apesar do céu branco, a temperatura agradável, por volta dos 21º graus, convida a uma volta. O barulho da cidade se faz presente, como um constante fundo musical, e se mistura ao arrulhar dos pombos, numerosos neste pedaço de chão. Outros pássaros cantam, encobertos e incógnitos pela folhagem das árvores. Crianças brincam no cercado, a nordeste da Praça, mas seus risos e gritinhos ecoam por todos os lados. Dois cães correm pela grama, a ignorar qualquer caminhante. Um burburinho mescla todos os sons que, vez ou outra, são abafados pelas buzinas inquietas no cruzamento das ruas.

Os gramados do Jardim Dom Luis I, com suas flores, árvores e palmeiras, desenham e orientam a circulação das pessoas, mantendo uma área externa para passeio público e seis entradas para o centro da praça, onde está a estátua em homenagem ao Marquês Sá da Bandeira, fidalgo da Casa Real e ministro de Estado, nascido em Santarém em 1795. Há bancos em toda a extensão da praça, quase todos ocupados por uma ou duas pessoas, embora seja difícil observar desconhecidos a dividir o mesmo banco, salvo raras excessões.

Pelo chão, traços de um certo descuido com o descarte correto do lixo: inúmeras beatas, palhinhas, pequenas embalagens plásticas, pedaços de guardanapos de papel e outros detritos menores. Tal sujidade parece ser apenas o acumulo do avançar dia, uma vez que o jardim mostra ter seus mínimos cuidados diários. Em contraste com o aparente desvelo dedicado ao jardim, dois homens dormem no gramado, a leste da praça, enfrente ao Mercado da Ribeira. Suas roupas estão desmazeladas, desgastadas, desbotadas; seus rostos, vincados pelo tempo e, talvez, pelas dificuldades da vida. Suas poses, guardadas em mochilas encardidas, servem de almofadas, a oferecer algum mínimo conforto. Parecem alheios a tudo e a todos, entregues a sonhos, pesadelos ou nem mesmo a isso, quem é que vai saber?

Nos bancos da praça, é possível observar alguns trabalhadores a aproveitar minutos de folga: três ou quatro cozinheiros dos restaurantes do Time Out ou do entorno, um entregador do Glovo! com sua grande caixa amarela, dessas que acoplam na mota. Além de vários turistas que, pelas conversas, têm suas nacionalidades expostas: é possível distinguir, ao acaso, italiano, inglês, alemão. Sotaques diferentes de um mesmo português aparecem e somem, conforme passam grupos falantes vindos da rua de trás a caminho da 24 de Julho. Muitos são os jovens que saem das aulas do Etic, com suas vestimentas tão variadas quanto possível. Desses, todos carregam seus telemóveis na mão, muitos com fones de ouvido, em uso ou em descanso no pescoço. Entretanto, não é a faixa etária mais predominante, embora pareça ser a mais barulhenta. Homens e mulheres de todas as idades caminham na mesma direção: da rua Dom Luis à avenida 24 de Julho, vindos na sua maioria do lado noroeste da praça. Turistas denunciados por suas câmeras em punho, fazem o caminho contrário: saem da avenida em direção ao centro da praça, chamados, talvez, pelo Marquês Sá da Bandeira, ou apenas a procurar algo no Quiosque do Cais.

O Quiosque tem suas mesas quase todas ocupadas por eles, os turistas, a não ser por duas jovens estudantes que usam o espaço para colocarem em dia algum pedaço de matéria, orientadas por um manual escolar – e pelo fragmento de conversa, afirmar que estudam a História de Portugal não seria leviano. Aqui, o barulho da cidade parece ainda mais distante.
I shound’t I wouldn’t, de Jojo Effect, embala as conversas, sem que seu volume atrapalhe qualquer coisa. A fumaça de tabaco é constante, embora, por duas vezes tenha dado espaço para o agradável cheiro da fumaça de um cigarro eletrônico. Poucas pessoas comem, parecem preferir os copos: nas mesas, o Imperial Superbock de 0.40 é o mais pedido, seguido pelo café e uma ou duas taças de vinho tinto. Um único empregado de mesa se desdobra a atender toda a esplanada. Apesar do movimento, ele parece se sair muito bem.

Foi ao pedir um café, que abri espaço para que ele puxasse uma conversa. Meu inegável sotaque carioca o fez se abrir e me contar parte de sua história intrigante, que agora divido com vocês.

Rodrigo tem 28 anos. Largou seu trabalho como piloto comercial de aviões para buscar algum sentido na vida, segundo ele mesmo conta. Há cinco anos viaja pelo mundo. Primeiro, América Latina, carimbando seu passaporte por todos os países. Diz ele que, antes de partir para outro continente, se viu na obrigação moral de conhecer seu próprio e gigantesco país. E assim o fez: visitou 500 municípios brasileiros. Parte dessa aventura está registrada em um blog. Há um ano, chegou à Inglaterra; e há quatro meses está em Lisboa para resolver a documentação de sua cidadania, mas se apaixonou pela cidade e promete ficar por mais tempo.

Uma chuvinha fina começa e reduz significativamente o movimento na Praça. Alguns poucos turistas não se incomodam e continuam em seus copos. O céu escurece pelas nuvens pesadas  do aguaceiro que se anuncia, e pelo avançar das horas: já passa das 18h. É tempo de fechar o cadernos de notas e voltar à casa.

>>> Este texto é um exercício de observação não-participante, de tema livre, proposto em sala de aula e feito no dia 20 de abril de 2018.

Going grey! Sim, assumi os fios grisalhos

Minha mãe dizia que aos 17 anos já tinha cabelos brancos. Eu, desde os 15, 16 anos, mudo a cor dos meus cabelos. E já os pintei de quase todos os tons. Já fui loira com mechas, ruiva de diversas tonalidades, castanho com e sem luzes, preto azulado. Gosto de mudar. É divertido. 
 
Em 2005, passei “máquina 2”, deixando o cabelo mais curto quanto possível, e ao natural. Amei o resultado e me curti grisalha. Mas a ideia era cortar para tirar a tinta preta e poder voltar ao vermelho… Porém, logo depois, me descobri grávida. Engordei 30 quilos e me sentia envelhecida. Naquela época, com tantas mudanças, não consegui “comprar” a briga de ser grisalha aos 35 anos. Tão logo parei de amamentar, tingi os cabelos.
 
Em 2014, fiquei platinada. O loiro mais claro possível, e com ele fui feliz por mais de um ano. Até cortar curtíssimo de novo, um pixie totalmente grey e charmosérrimo. De lá pra cá, deixei crescer, mudei o tom, voltei ao loiro e ao quase platinado. Até que em novembro de 2017, (des)colori os cabelos pela última vez.
 

Ver as raizes grisalhas traz um misto de sentimentos, nem sempre bons.

Selfie feita agorinha, dia 1º de maio de 2018, às 13h

Hoje, revendo o passado penso que, aos 34 anos, 54 quilos, vestindo os tão enaltecidos tamanhos 36/38, usar os cabelos curtérrimos e grisalhos foi uma deliciosa provocação. Afinal, eu era padrão, e recebia da sociedade a permissão de ousar.  Com 13 anos e 30 quilos a mais, bem… a história é um pouco diferente.

Veja bem, eu liguei o foda-se para o que pensam de mim. Mas ainda não desliguei o meu crítico interno. E dizer isso no masculino faz todo sentido: meu crítico interno é macho, cis, branco, classe média.  Ele me diz que não tenho mais idade para certas coisas, que deveria me vestir deste ou daquele jeito, que não deveria me comportar assim ou assado. Ele é um pé no saco!

Acredito que ele participava da Comissão Reguladora dos Padrões Socialmente Aceitos, e fez, com seus colegas, essas regrinhas (idiotas) que muitos seguem sem questionar. Agora, perdendo seu poder, vendo seu templo ruir, ele se apega com força ao que pode… e lá estão todos os meus ganchos, onde ele luta para se manter. Foda, né?

Eu acho lindo todos esses movimentos de mulheres maravilhosas que se cansaram da ditadura da beleza, da juventude, do corpo, do peso, etc, etc, etc. Aplaudo de pé! Há tempos entendi o significado da liberdade de expressão, parei de julgar e abracei as diferenças. (sim, eu já fui muito, muito idiota e preconceituosa, sem ter consciência disso). Se você pensa algo de mim, que bom, saiba que isso diz muito mais sobre você mesmo, e pouco – ou quase nada – sobre mim. Eu não estou nem aí e só aproveito o que me convém, afinal, só eu sei as dores e as delícias de ser quem sou. Por isso digo que não me preocupo com você, mas com o meu crítico interno, cada vez menor e mais sem voz, mas ainda assim, dentro de mim, a me julgar e apontar. Um dia ele morre ou muda, e viramos amigos confidentes, sei lá.

Tudo isso para reafirmar que tem dias que me olho no espelho e me acho linda e corajosa por ter quase um palmo de raiz grisalha gritando ao mundo a minha escolha. Noutros, quero usar um chapéu ou correr para o salão mais próximo (mentira! Sem minha Fernanda Pio, quase não sinto vontade de ir a um cabeleireiro).

p.s.: Estou pensando em aproveitar o verão europeu para pintar a parte loira do cabelo de azul clarinho…

A escada

Essa noite, sonhei que subia uma escada muito alta, levemente bamba, daquelas simples, de metal, que encostamos na parede, sabe?

Só que no meio da subida, ela passou a ser daquelas que têm os degraus de tubos de metal fincados na parede, sabe qual?!

Sentia meus pés inseguros a procurar apoio, mas eu não olhava para baixo, com medo da altura. No alto, uma amigo a me estender a mão, a incentivar a subida.

Em um dos piores momentos, vejo passar por mim um elevador de cargas, simples, sem portas, e penso: “porra, se eu soubesse, esperaria o elevador!”

Essa, senhores e senhoras, é a metáfora da minha vida.

E eu continuo subindo a tal escada.

p.s.: no sonho, eu chegava lá em cima (onde, não sei!).

Uma bica e muitas histórias

No começo, um café

A primeira coisa que fiz ao chegar em Lisboa foi me sentar na esplanada do Café A Brasileira, na Baixa Chiado, pedir uma bica*, inspirar fundo e expirar, lentamente, toda a gratidão por estar vivendo um sonho.

(Deixa eu recapitular umas coisas, rapidinho) – Oi, eu sou a Bia e vim morar em Lisboa com meu filho de 11 anos para estudar, conhecer a Europa e viver outros ares..

É verdade que momentos antes de achar aquela mesa, assim que subi as escadas do Metro na Baixa-Chiado, deixei uma lágrima rolar – eu estava em Lisboa, afinal! É como se ali, naquele cenário, começasse um novo capítulo da minha história. Ao lado de Fernando Pessoa, registrei o momento.

O café é uma bebida social, que pontua diversos acontecimentos cotidianos, não é mesmo?

O café é o começo do dia: há quem não acorde sem antes tomar uma boa xícara fumegante. Ele, o café, finaliza refeições, está presente em reuniões de negócios, nos encontros casuais de amigos, ajuda a enfrentar noite a dentro.

Com sua rica história, ele será o meu fio condutor. Deixo aqui o convite para descobrirmos Lisboa juntos, visitando seus cafés, ouvindo causos, conhecendo sua gente.

Será um prazer tê-lo comigo.

*A história da bica do Café A Brasileira

O Café A Brasileira foi inaugurado no Chiado, em Lisboa, no ano de 1905, vendendo o “genuíno café do Brasil”. O Sr.Adriano Telles, que vivera no país, importava os grãos de produtores locais com facilidade. O sucesso fez a casa crescer, e o Sr.Telles ampliou seu estabelecimento com a Sala de Café, espaço onde se reunia a elite de Lisboa: advogados, médicos, jornalistas, escritores (Fernando Pessoa!), pensadores, revolucionários e estudantes. Todos ali se reuniam para beber café e conversar.

Na época, não havia máquinas de espresso – o café era passado por sacos e vertidos por uma torneirinha – a bica! – para as garrafas, que o serviam à mesa. Neste processo, o café esfriava e perdia um pouco do seu aroma. Diz a lenda que alguns clientes reclamaram da qualidade da bebida e que o Sr.Telles teve que intervir, pedindo que um empregado enchesse a xícara diretamente da bica. Com sabor e aroma mais intensos, o café da bica logo passou a ser o preferido de todos, nascendo, assim, o termo “bica”.

Prima Berta

Naquela noite, o jantar seria na casa da prima solteirona e endinheirada, dona de quase metade da cidade. Berta se achava acima do bem e do mal: coisa que herdara de seu pai, junto com todos os apartamentos, lojas e galpões espalhados pelo centro da capital.

Ela não não tinha tempo para romances, repetia exaustivamente, como quem quer acreditar no que diz. Mas, desde garoto, eu atribuía sua solteirice aquele penteado de cacatua, e ria sozinho ao imaginar um primeiro encontro.

– Quase sete meia! A prima não tolera atrasos! – esbravejou mamãe, ainda com os olhos presos no velho relógio de pulso, zanzando pela casa a procurar a piteira de prata e ouro: “presente da prima”, justificava.

Eu, sentado na sala a esperar toda aquela movimentação pra sairmos, deixei que as recordações corressem soltas. Já não aparecia por ali há uns bons 15 anos. Como o tempo passa rápido, e não nos damos conta, divaguei. Se bem me lembro, a última vez foi no Natal de 2002, um pouco antes da minha viagem. Ganhei de presente de uma tia-avó um combinado de gola rolê e cachecol para me aquecer no inverno que enfrentaria em breve. Na época, eu os odiei! Agora, me recordo com carinho daquelas mal tricotadas peças. Por que ficamos tão nostálgicos na casa dos nossos pais? Até as coisas ruins me parecem divertidas, como na vez que quase perdi o dedão do pé, ao dar uma topada na borda da piscina. Ali mesmo, onde escorreguei no trampolim e dei a maior barrigada já registrada na casa dos Guimarães Boaventura. Sorrio ao me lembrar dessas tontices da minha adolescência.

A casa da prima Berta continuava como nas minhas lembranças: grande demais e entulhada de coisas que não conversavam entre si.

Os convidados aguardavam na sala de estar, bebericando e conjecturando o futuro da nação, todos ali se achavam políticos e milagreiros!, quando uma engomada copeira nos chamou para à mesa.

– Hum, lugares marcados! Típico da prima, que adora impressionar por seus requintes europeus, maldisse o mal-humorado marido da minha irmã.

Todos sentados e com os copos servidos, Berta bateu, levemente, com as costas da faca na taça de cristal, a pedir atenção:

– Queridos familiares e amigos, eu os chamei aqui por uma razão…

Antes que pudesse terminar sua frase, os sussurros começaram. A mesa, não muito grande se comparada ao ambiente, acolhia confortavelmente os 18 convidados e sua anfitriã, de repente pareceu pequena e incômoda. O que a prima teria a dizer? Por que juntara a todos nós, assim, num dia qualquer? Seria doença? Ela vai morrer???

Berta interrompeu os pensamentos e seus burburinhos para acabar com as especulações:

– Nosso jantar será o último, nesta casa. A penúria enfim me alcançou. Ao servir este frango assado e caçarola para a sobremesa, comunico a todos: o cascalho acabou!

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Este singelo conto é uma resposta ao desafio feito pela Maria Rachel, através da deliciosa Terapia da Palavra. Espero que gostem.

Imagem destacada: Freepik

Aquele abraço

O melhor lugar do mundo é dentro de um abraço.

Essa frase não é minha (claro!): é do Jota Quest. Mas tenho certeza de que ela já foi dita (ou pensada) centenas de milhares de vezes por muitas pessoas que nem conhecem a música. Porque é a mais pura verdade: o melhor lugar do mundo é dentro de um abraço.

Depois de fazer a malas e me mudar para Portugal, meus abraços ficaram mais escassos.
(nos últimos cinco meses…)

  • dos meus pais, que ficaram por aqui de fevereiro até meados de março
  • do meu filhote, que tem um dos mais gostosos ever!
  • de uma amiga portuguesa muito querida, que parece ter um radar especial para abraços necessários

A dose de carinho que recebo diariamente – seja do filhote, da família ou de amigos – me nutre o suficiente e não me sinto carente*, mesmo quando a saudade aperta (e isso acontece muitas vezes!).

Até que… ela** chegou e me deu o abraço mais especial de todos. Um abraço porto-seguro, caloroso, reconfortante e muito demorado! <3 Era como se eu abraçasse, ao mesmo tempo, todos os meus queridos que estão longe (meio SENSE8 isso, né?). No entanto, éramos só nós duas e a nossa amizade.

Aquele abraço demorado…

Estar longe das pessoas que amo (família e amigos, é com vocês que estou falando!) me fez ver o quanto elas são especiais (muito!). É o velho cliché: a gente só dá valor quando perde. Não que eu tenha negligenciado meus familiares e amigos –  acredito que eu tenha, por várias vezes, declarado meu amor por eles, apesar de não ser uma amiga muito presente…

Os abraços de oi-como-vai, até-logo, estou-morrendo-de-saudade, agora, com a distância, me parecem frouxos e escorregadios, automáticos e até rapidinhos demais… como se a certeza de um próximo encontro diluísse a necessidade do aperto, do aconchego.

Esse “pouco-caso” tão comum nos dias corridos, hoje me soa como tolice: eu queria ter feito diferente!

Você pode agir de outra maneira, de modo que isso que digo seja verdade apenas para mim. Mas, talvez e só talvez, você também esteja adiando aquele abraço apertado e beeeeemmmm demorado.

(Quando acabei de escrever esse parágrafo, me lembrei de um vídeo e corri pra achá-lo no YouTube!)

A Erika** é uma amiga de longa data (uns quatro ou cinco anos), mas que só se tornou bem próxima meses antes d’eu viajar. A trabalho, passou uns dias por Lisboa e tivemos a chance de nos encontrarmos por algumas horas. Foi um domingo bem especial! Obrigada, querida! E volte logo!

  • Mentira: tem dias que fico muito, muito carente! Faz parte e tô aprendendo a lidar com isso.

E aí, já deu um abraço demorado hoje?

p.s.: Esse não é um post patrocinado pela Panvel.