Aprender a aprender

Falemos de empatia…

Somente enfrentando a complexidade de tantas diferenças entrelaçadas será possível progredir em harmonia.

No capítulo nove, do livro Sonho Manifesto, Sidarta Ribeiro nos convida a aprender a aprender. Diz o que muitos de nós já sabemos: “quase tudo o que se aprende com desprazer e monotonia dura pouco tempo na mente das pessoas. O que permanece por muito tempo é o que é aprendido com prazer e curiosidade.” (Pág. 138).

Sidarta cita Paulo Freire, Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico – OCDE, Flavia Soares, Carolina Maria de Jesus, Machado de Assis, Lima Barreto, Djamila Ribeiro, Bell Hooks, W.E.B. Du Bois entre outros (isso num só capítulo!). Tantos pontos de vista para chamar a atenção para a empatia – embora não use muito essa palavra; para que vejamos a realidade com outros olhos e exercitemos ativamente essa coisa chamada alteridade.

Alteridade é diferente de subjetividade. Enquanto esta fala sobre a nossa experiência interna, o nosso olhar, a alteridade é sobre outro. É reconhecer esse outro e suas idiossincrasias. É ver o outro em suas diferenças, suas esquisitices, seus medos, sonhos, afetos, crenças.

E aprender com ele: “nessa troca cultural contra-hegemônica, o encontro dos diferentes propicia enorme energia potencial para a cura das unilateralidade”.

Não há garantias!

Tenho pensado muito no ato da presença. E praticado estar no aqui e agora.

Isso nem sempre é fácil!

A cabeça cobra mil coisas a fazer, repensa outras tantas já feitas, questiona minhas decisões.

Mas a prática tem me trazido para esse lugar confortável, onde tudo o que tenho é o agora.

São momentos de conexão comigo mesma, de alegria e leveza.

Se algo tem solução, não é um problema. Se não tem, não há o que fazer.

Com isso, libero espaço na mente para fazer o que deve ser feito: a prática, o trabalho, o agora.

O dia passa mais leve, cada coisa ao seu tempo, sem sobrecargas.

É possível.
É no seu tempo.
É prática.

Como têm sido os seus dias?

…………………………..

O tempo que gastamos nos preocupando é, de fato, o tempo que gastamos na tentativa de controlar algo fora do nosso controle.

O tempo investido em algo sob o nosso controle é chamado de trabalho. Nosso foco mais produtivo está justamente aí.

👉 A citação foi retirada da página 101, do livro A Prática, de Seth Godin, traduzido por Carlos Bacci, pela Alta Books Editora.

Confiar no processo

A gente sabe que a tentativa de controlar eventos externos é frustração na certa, não é mesmo? (E por que insistimos nisso?).

E mais: esperar uma garantia de sucesso antes de começar alguma coisa, é colocar uma pedra sobre qualquer iniciativa!

Aqui, nossa alternativa é confiar no processo, trabalhar com generosidade e propósito, e aceitar tanto os bons quanto os maus resultados, como reforça Seth Godin no seu novo livro A Prática (com tradução de Carlos Bacci, pela Alta Books Editora).

Confiar no processo é saber que fazemos nosso melhor. É estar presente no agora. É cuidar dos detalhes. É dedicação.

Agora, me conte: quando bate aquela dúvida, o que lhe traz de volta ao processo?

Como revisar seu texto

Você já sentiu a frustração de fazer o post perfeito, com uma imagem linda, cores fantásticas, texto incrível e… um baita erro de português?

Fuén…

Eu já!

Confesso que sou a especialista em trocar letras, comer palavras, esquecer a pontuação.

Como evitar isso?

Revisando o texto antes de publicá-lo!

(Spoiler: isso também vai servir para nos certificarmos de que a ideia está bem explicadinha!)

1. Releia seu texto em voz alta
2. Releia seu texto, dividindo as sílabas – para ter certeza de que está tudo correto!
3. Na dúvida sobre a grafia de determinada palavra, procure-a no dicionário.
4. Repetiu várias vezes a mesma palavra? Escolha um sinônimo.
5. Não tem certeza se a vírgula está no lugar certo, certifique-se de que ela não está entre o sujeito e o verbo da frase – esse é o pior erro; os outros são de menor poder destrutivo!
6. Lembre-se: a crase só aparece frente à palavras femininas. Trocá-la por AO nos ajuda a perceber se sua colocação está correta (por exemplo: frente AO adjetivo no feminino – tá vendo? Por isso usei a crase ali em cima!).
7. Já falei para reler seu texto? Vale repetir isso algumas vezes!

Se mesmo assim um errinho passar, relaxe: não é o fim do mundo.

Na próxima vez, você vai ter cuidado redobado. Oops… redobrado!

Técnica de escrita: costurando seu conteúdo

No meu tempo de redatora publicitária (escrevi algumas revistas para uma operadora de telefonia móvel, todas cheia de regras e textos legais), eu recebia um briefing (um documento que traduzia a expectativa do meu cliente) com todas as informações que deveriam estar no meu texto. E, normalmente, era informação demais, complicada demais, chata demais!

Como eu transformava aquela sopa de letrinhas em um texto informativo e agradável de ser lido? (Lembre-se era pra uma revista, não um manual!).

Eu “pescava” as informações que eram necessárias estar no texto – as mais importantes! – e as digitava num documento Word. Ali eu colocava “o que”, “porque”, “como”, “quando”, “quanto”, “onde”… e então eu as costurava para que fizessem sentido!

Esse “costurar” é acrescentar as palavras que vão ligar aquelas informações, as transformando em uma bonita colcha de retalhos – quer dizer, em um texto agradável de ser lido.

Desta forma, eu não me perdia no meio da informação, nem corria o risco de deixar de fora algo do que era importante.

Você pode fazer o mesmo com o seu conteúdo: faça uma lista do que precisa ser dito, e só então comece a escrever seu texto.

Conhecia essa técnica? Conta aqui nos comentários como é que você faz… 

Dê o primeiro passo

Por maior que seja seu objetivo, ele começa com um passo.

Um passinho, pessoa!

Pequenino, não maior que suas pernas (caso seja, o dívida em dois ou três passos!). Percebeu?

Essa imagem vale também pra lembrar que atingir seu objetivo é um processo! Passo após passo… é um caminhar, uma jornada.

Aprenda a apreciar o processo, e a alegria da conquista vai se antecipar e permear todo o caminho, antes mesmo da sua concretização.

(Bem melhor do viver na suspensão da ansiedade, né?!)

Apreciação é a palavra-chave!

Esse medo é mesmo seu?

“O quanto seríamos livres se não fôssemos esmagados pelas ansiedades, dúvidas e inseguranças de outras pessoas?”

Essa provocação está na página 239 do livro Seja, Fale, Faça, como vencer o medo e ter a coragem de encarar seus sonhos, de Luvvie Ajayi Jones – no instagram: @luvvie

O autoconhecimento que buscamos pede que identifiquemos nossos medos, e que os separemos do medo dos outros…

– ah, você vai viajar sozinha? Cuidado, lá é perigoso!

– Você vai largar seu emprego para criar seu sonho? Olha, o mercado não está nada bom, você tem certeza?

– Você vai mesmo assumir essa dívida? Talvez não seja o melhor momento de expandir os negócios…

Frases assim podem vir disfarçadas de preocupações e podem até ser legítimas, mas não foram solicitadas e têm forte carga emocional – dizem muito mais sobre quem as emitiu do que sobre você mesma.

A gente já tem que superar nossos próprios medos… para que assumir o medo dos outros?!

Saiba a diferença, e não aceite carregar o peso das ansiedades, dúvidas e inseguranças das outras pessoas!

Como criar legendas que conectam?

A gente precisa entender que poucas pessoas leem, de verdade, os nossos textos postados nas mídias sociais – a maioria de nós “escaneia” um texto ou legenda em busca da informação que procuramos, como se fizéssemos uma varredura em busca de algo de valor. E tá tudo bem! É uma forma de otimizarmos o nosso tempo, não é mesmo?

Então, como fazer para nos conectarmos com nosso publico alvo, através de textos, sejam eles em imagens ou nas legendas?

Hierarquizando as informações!

Você vai en-ca-de-ar o conteúdo e dirigir a leitura: com título, corpo e chamada para a ação (em inglês: call-to-action – CTA):

– O TÍTULO já entrega o assunto, de forma direta

– No CORPO vai a informação a ser dada

– E no CTA, a chamada para a ação, você conclui sua postagem indicando o que o leitor deve fazer a seguir (o seu objetivo, afinal!)

Para ter uma presença online organizada, engajada, use técnicas do marketing digital, especificamente do marketing de conteúdo.

Dica simples! Organize seu conteúdo com

  • palavras-chave,
  • títulos e subtítulos (se o texto for grandinho),
  • listas e
  • imagens (vale emojis!) 🤭

Seja direta. Use vocabulário simples. Construa frases e parágrafos curtos.

Para resumir:

  • Uma ideia por parágrafo
  • A ideia principal vai no início
  • Evite palavras difíceis e redundâncias
  • Faça listas!

Agora, coloque essa dica em prática no seu perfil! 

Responsabilidade

É fundamental atentar para o que se diz, e sobre cada ação, deve-se refletir sobre o seu efeito. Veja a qual meta a ação está relacionada e, quanto às palavras, observe seus significados.

O tal do protagonismo, que muita gente tem falado, pede responsabilidade.

É preciso que a gente assuma nossas ações e palavras!

E mais: precisamos pensar no impacto que elas vão causar – seja no meio-ambiente, seja nas pessoas à nossa volta.

Escolhas suas palavras e ações intencionalmente.

Cuide para que elas causem o efeito desejado.

Que afetem com afeto o nosso entorno. 😉

#citação vem do livro Meditações, de Marco Aurélio, publicado pela editora Camelot, com prefácio de Lúcia Helena Galvão Maya. E pode ser achada na página 67.

Afinal, o que é o tal do FLOW?

O FLOW é aquele estado-desejo onde tudo flui.

É o fluxo da sua criatividade em prática, no seu melhor.

É quando corpo e mente estão plenamente conectados no momento presente. Agora!

Entrar no “flow” significa que você está concentrado naquilo que está a fazer: seja um trabalho, um hobby, uma conversa… e o melhor: a qualidade desta concentração traz prazer e satisfação.

Estes três passos sempre me ajudam a entrar no flow.

Mas esse não é o único caminho para o flow, sabe por quê?

Porque esse estado-desejo é particular de cada um de nós – e a forma de entrar nele não está num mapa traçado.

Compartilhei aqui o que me facilita entrar no fluxo da minha criatividade (também posso chamar de estado de criação plena!).

Você já conhece o seu jeito de entrar neste estado? Se sim, compartilha comigo, aqui nos comentários… 😉

Moral e ética. É tudo a mesma coisa?

Spoiler: nem sempre!

Enquanto a moral tem a ver com os hábitos e costumes de uma sociedade em um determinado local e tempo (já consegue ver onde isso vai dar?), a ética é uma área de estudos da Filosofia, ou seja: é muito mais profunda e que, muitas vezes, vai contra a moral social vigente!

A moral se baseia num conjunto de valores e regras de conduta que norteiam os comportamentos dos indivíduos em um grupo social. É um imposição de fora para dentro.

A ética vai além: ela busca a universalidade, a serviço de todos, em qualquer lugar.

Para exercitarmos a ética, é preciso crítica, razão, questionamento, reflexão. É algo de dentro pra fora.

Lembro logo do Grilo Falante, a consciência do Pinóquio! É aquele que alerta, questiona o senso comum, busca a verdade.

Você tem dado ouvidos ao seu Grilo Falante? O que ele tem dito aí no seu ouvido?

O que é escrita criativa pra você?

Uma dica: ao escrever, use lápis e papel – o manuscrito tem um poder além da tela! O ato de escrever à mão desperta nosso corpo e mente.

Voltando: pra mim, #escritacriativa é uma escrita livre, fluida, que comunica o que quero, para quem eu quero.

Pode ser um post do blog, uma legenda do Insta… pode ser conto, crônica, prosa ou poesia.

Tem alma, sabe?!

Agora me conte, o que é escrita criativa pra você?

6 ocasiões para ficarmos em silêncio

🤫 Não fala nada! Pssss

Uma habilidade que preciso desenvolver – com força! – é o silenciar-me.

Sou “pavio-curto”, impulsiva, espontânea. É claro que são características que me trazem algo de bom. Mas também me colocam em saias-justas por aí!

Talvez você seja assim também, talvez esteja adiantada no caminho para um maior auto-controle, talvez já tenha até conseguido (parabéns!).

Mantenha o silência - uma sugestão para repensarmos nossas ações: 

1- Fique em silêncio se você não sabe toda a história.
2- Fique em silêncio no calor da raiva
3-Fique em silêncio se você não pode falar sem gritar.
4 - xFique em silêncio se suas palavras podem ofender alguém.
5- Fique em silêncio se suas palavras podem destruir uma amizade.
6- Fique em silêncio para acalmar a mente e encontrar a melhor forma para agir.

Conte aqui pra mim as suas estratégias!