A porta

O homem atravessa uma sala e para diante da porta fechada. Além dela pode estar o abismo. Ou a escada que busca. Com a mão na maçaneta, o homem se imobiliza, sem coragem para abrir, sem desprendimento para renunciar.

Marina Colasanti, em Hora de alimentar serpentes, página 181, pela Global Editora.

No workshop sobre escrita criativa que fiz, ainda em Portugal, com Mia Couto e José Eduardo Agualusa, falamos sobre inspiração para escrevermos. Foi quando Agualusa diz se inspirar lendo poesia.

Pra mim, os curtos contos deste livro de Marina Colasanti soam como poesia – breves e profundos, destrancam aqui qualquer coisa e fazem da escrita uma urgência. Preciso colocar no papel todo o afeto que me impacta o peito.

Ler é viver outras vidas, mas também é mergulhar em si mesmo.

E você, o que pensa sobre isso?! Comente aí, vai...

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