Admirável Mundo Novo


Esta imagem acima, caros dois leitores, é de um QR Code.
Estou de boca aberta. Quase babando.
E a cabeça anda a mil por hora…

Eu já tenho o meu!

A brincadeira da hora

Sou aficcionada em novidades.
Mas, não sou tão antenada quanto gostaria…

Comentava hoje, lá na agência, a dificuldade que tenho em arrumar tempo pra estar em dia com todos os gadgets virtuais, ou não, que encontro por aí. Absorver conhecimento é comigo mesmo – sou quase uma esponja. Reter o que aprendi também não é tão complicado – muitas vezes abro a boca e, como se fosse a Rádio Relógio, lanço drops de informações você-sabia pra quem quer que seja. [meu atual problema é o tempo. Mas, ainda dou um jeito de colocar o Senhor Cronos no seu devido lugar].

Isto posto, digo – ganhei mais um passatempo: mEgo!
E ego é o que não falta…

É só conferir aí ao lado. Clique e descubra um pouco mais sobre esta que vos escreve!

Ah! Em tempo: se alguém tiver uma novidadezinha interessante pra compartilhar, pode mandar. Eu agradeço! ;o)

Ritual

A receita parecia insólita demais pra ser verdadeira.

Ingredients:

  • Soundproof scalp
  • Willpower
  • Patiente
  • Tolerance
  • Empathy

Method: on a cool flame, sift the patiente and tolerance
and leave to simmer for ten seconds.

Mas, depois de ler e reler com atenção, aquilo começou a fazer sentido. Até o clique. Pronto: tudo entrou no seu devido lugar. Entendimento perfeito e cristalino. A alquimia, apesar de estranha, funcionaria perfeitamente.

Estava decidida a colocar em prática tão dantesca fórmula. Afinal, ela sempre foi conhecida por experimentar o inimaginável, a ir além, a fazer diferente de todos. E se era preciso abrir a cabeça pra ter mais paciência e tolerância com o semelhante, que assim fosse.

Não seria mais aquela mulher cabeça-dura.

Uma nova Era se iniciaria, então.

* a imagem veio daqui. *

Em priscas eras…


[Ainda traduzindo aquela tal pesquisa…]

A memória anda fraca. É fato:

  • esqueço coisas banais;
  • não lembro das mais importantes;
  • ignoro a agenda por puro esquecimento.

Enquanto isso, tento deixar rastro pra não me perder no tempo.
Logo eu, com minha vaga lembrança, não suporto a idéia de ser esquecível.

A imagem eu vi aqui… Clique.

Down with love

Calma. Esta não é mais uma causa que abraço. [Todo agouro pra cima de outro couro!]
A minha curiosidade me leva a tantos lugares, me faz descobrir tantas coisas interessantes… pra não abrir muito o foco [!] tenho como pano-de-fundo o comportamento humano. Generalizei? Nem tanto… sou curiosa pacas!

Intervalinho de revistas, a espera de um tal case-cliente pra escrever, resolvi traduzir uma pesquisa gringa muito interessante. Talvez sirva de base pra um livro, workshop, palestras pelo mundo afora…

Mas, entre algumas expressões que eu nunca ouvir falar [sou bem fraquinha na língua de Shakespeare], a lembrança de um certo filme desceu sobre a mulherada da agência. [Sim, aqui na agência somos maioria absoluta!]. O filme é médio. Gostei do visual retrô, me diverti com a ingênua malícia dos anos 60. E só.

Tá explicado o Down with love.


Barbara Novak [Renée Zellweger] é uma escritora feminista que, em plenos anos 60, escreve um best-seller chamado “Abaixo o Amor”, no qual aconselha mulheres desiludidas com a vida amorosa a manterem apenas relacionamentos casuais, focando mais a conquista do sucesso profissional e sua própria independência. O tremendo sucesso do livro faz com que Catcher Block [Ewan MacGregor], um repórter mulherengo e sedutor, decida se envolver com Barbara apenas para preparar um artigo e mostrar ao mundo que ela nada mais é do que uma fraude.

Depois eu escrevo sobre a tal pesquisa…

Quando quinta é sexta

Vou visitar o velho rock’ n ‘ roll. Há tempos não nos vemos. Trilha-sonora das antigas, das épocas de noites viradas, tequila com cerveja, Jack Daniels e coca cola, cachorro-quente no posto às 6 da manhã.

Revival – gente, como aprontei. Todos os dias eu tinha algo diferente pra fazer. Tudo bem, teve mês de parar TODOS-OS-DIAS no mesmo bat-local. Como era bom! Home, Sweet Home. Era assim que eu me sentia: em casa!

De lá pra cá, muita coisa mudou. Tomei outros rumos. Comecei a curtir um tinto, um espumante. Conheci o Jazz, o Blues, me encontrei nos clássicos, me perdi nos chill-outs. É verdade que nunca abandonei o Rock.

Mas, a saudade aperta. Dizem que é nostalgia. De uma coisa tenho muito orgulho: os amigos, eu os trago desde as mais remotas eras. São os mesmo daquele tempo!

Hoje eu vou fechar a pista.

O valor da amizade

Quanto vale um amigo?

É sério. Pode colocar um preço. Pense em algo justo. Quanto você cobraria por uma hora da sua amizade? Ou então, quanto você pagaria ao seu best friend por todo tempo e dedicação, pelos momentos, conselhos, toques e insights?

Pode pensar aí…

Enquanto isso, eu vou preparando aqui o meu anúncio.
É… vou apostar neste nicho de mercado, tão pouco explorado (ainda!). Acho que, com o meu currículo, posso ser TOP 5 em pouco tempo.

Pra quem acha que fui criativa além da conta, perdi a chance. Chegaram antes de mim:

Foram sete. Eu contei.


Sete dias sem escrever.
Hummm… Dizem que 7 é um número cabalístico.
Vou jogar no Google.

Mas, só pra explicar: estou naquela época do mês – dias de ficar acorrentada-ao-pé-da-mesa… serão sete ou mais dias cheios de trabalhos pra ontem.

Depois ganho mais sete dias pra ficar livre, leve e solta.

Eu volto.

O bom e velho Português

Aprendi a escrever com uma professora fantástica. Magda era severa, mas divertidíssima. Foi minha mestra já no segundo grau [ou deveria escrever ensino médio?] e me preparou para o magistério.

Confesso que hoje, décadas depois, mal recordo tantas regras. O escrever é intuitivo e de ouvido, sabe? Se soa bem, está certo. Mas, em alguns casos, recorro às regras do bom e velho português para defender o meu texto.

Preciso dizer: vírgula não é orégano, como muitos insistem em pensar. Salpicam as tais pelo texto na tentativa de dar mais sabor aos parágrafos. Outros tantos acreditam piamente que ela, a coitada, é uma simples pontuação de respiração. Então, um texto para um nadador mal precisa delas, enquanto o para um fumante inveterado pede, ansioso, vírgulas a cada palavra. Respirar é função do nariz. Vai lá, pode usar a boca também. Mas não é a vírgula que vai fazer você respirar melhor. E ponto. Mas, não o parágrafo, entende?

Outro aspecto para pensarmos: o dois-pontos foi banido dos escritos. Reaprendi a usá-lo em A Louca da Casa, da escritora espanhola Rosa Monteiro. Fiquei apaixonada pelo dois-pontos. Sua função: enumerar vários aspectos do pensamento ou declarar qualquer coisa necessária. Só para citar dois empregos pertinentes.

Já o pobre do gerúndio, meu deus, nadou, nadou, e acabou morrendo na praia do telemarketing. De tão usado, o processo se estendeu e os mais explosivos o cortaram de vez. Mas, vamos combinar, né?! Quem é que usa indicativo, subjuntivo e imperativo corretamente? São tantos os tempos verbais, que estou pra conhecer Cristo que conjugue com maestria: Presente do Indicativo, Pretérito Perfeito, Pretérito Imperfeito do Indicativo, Pretérito Mais-que-Perfeito, Futuro do Presente, Futuro do Pretérito, Presente do Subjuntivo, Pretérito Imperfeito do Subjuntivo, Futuro do Subjuntivo, Imperativo Afirmativo e Negativo, Infinitivo Pessoal, Gerúndio e Particípio. [Ufa!]

Não sou ás no português. Concordo que temos diversas pegadinhas – as tais exceções às regras. A Última Flor do Lácio não é lá uma flor-que-se-cheire. Mas, também, não é um bicho-de-sete-cabeças. Na maioria das vezes, uma ida ao dicionário ou à gramática já ajuda. E muito. Ponto-final.

As cores que bebo

Sou uma artista plástica das palavras. Presunçosa, não? Mas, é assim que me gosto de me ver. Eu amo cores. Se pintasse, usaria muitas delas. E fortes. E vivas. E sobrecarregadas. Minha tinta é outra. Ao invés de cores, uso palavras. São tantas as nuances nas entrelinhas, que o quadro quase cria vida.

  • foto minha, de um drink que amo: frutas vermelhas com cachaça. Hummmm. *
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Belos Dias belos

A vida segue bela, não? Acho que para compensar o frio, o céu tem se vestido de belas cores. Os últimos dias foram divinos! Uma luz incrível. Um clima bom no ar… Eu simplesmente AMO ver o céu – ainda mais quando ele se pinta de azul e rosa. O meu lado romântico aflora. Fico com aquele olhar perdido. Um ar de graça estampado no rosto. Piso leve, como em nuvens…

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* Foto minha, do pôr do sol dia desses, da janela da agência *

A ponte

Dois lugares separados: uma ponte a unir distâncias.
Majestosas e imperativas, pontes sempre são imagens românticas, não é mesmo?
A idéia de unir dois pontos separados, o desafio da construção, a superação dos limites e todas as metáforas que daí surgem rendem horas de filosofia, conversas inflamadas, devaneios e uma constatação: eu preciso de uma ponte!É sério! Preciso deste marco da arquitetura urbana para diminuir as distâncias entre mim e o que desejo. Tudo bem se terei que contruí-la com minhas mãos. Mas isso não vem ao caso. Agora só penso na ponte que não tenho…

:: outra foto minha ::

Janelas

Abertas ou fechadas, as janelas me causam um certo fascínio… Gosto olhar por janelas entre-abertas. Curiosidade típica de quem tudo-quer-saber, diz minha mãe.
…
Mais do que olhar, quero enxergar o que está além. Não alguém trocando roupa, vendo TV largado no sofá, ou fazendo sexo num sábado à tarde. O meu interesse é no como. É na digital que todos imprimimos no que fazemos. Gosto de observar personalidades em ação. Adoro ver o jogo de sedução e conquista em troca de carinho, sexo, dinheiro ou poder. Gosto de observar um ataque de raiva [não comigo, é claro!] – prova da imbecilidade humana. E me deixo comover com a gentileza que insiste-em-persistir.

E por trás dessas janelas, esquecemos que somos observados. Despimos capas de convenções e, nús, tocamos a nossa vida privada.
Agora entendo porque minha mãe [mais sábia do que eu imaginava!] dizia para eu observar como o meu homem, objeto de desejo, reagia às outras pessoas [e não a mim, como eu insistia em comentar]. Longe dos deveres sociais, somos mais selvagens, mais instintivos, mais nós mesmos.

Por trás das janelas cerradas, permitimos o indizível. Ultrapassamos limites questionáveis. Escondemos esqueletos no fundo dos armários… e validamos a afirmação que nem bom-dia daríamos aos vizinhos, se soubéssemos o que rola entre as quatro paredes da intimidade humana.

É por tudo isso que AMO janelas.

[As minhas, ultimamente, deixo abertas, escancaradas – nada a esconder; tudo a exibir]

p.s. eu também fotografo…

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Tendência. Mas, pode chamar de mania.

Sou volúvel. [tô me sentindo num confessionário!] Mudo de opinião como quem experimenta sapatos. [e o pior: tô me sentindo leve por dizer isso!]

Acho que esta é a melhor definição da minha instabilidade crítica. Entenda uma coisa: acredito que só não muda de opinião quem não as tem. Não é porque escolhi este ou aquele doce que preciso morrer adorando comer tal iguaria! Não é por achar algo bom, mediano ou ruim que não possa descobrir que estava errada por qualquer que seja o motivo: o que era bom acabou; o mediano evoluiu; o ruim lançou um up grade. Que seja! Descobri novos pontos de vista e mudei. Convenceu-me o novo. Afinal, não preciso ser arraigada para parecer normal, né?

Então. Exposta minha inconstância, digo que tudo o que leio, ouço, vejo por aí me instiga a prodzir algo. Adoro fazer releituras. A pergunta é sempre a mesma: como eu faria tal coisa? Uso essa mania como um exercício de criatividade. [uma mania, dentre muitas!] Porque nem sempre do zero começa o novo.

E você? Qual é a sua mania?

A Louca fugiu de casa

A Louca fugiu de casa
Abandonou os móveis
Não cobriu nada com lençóis
Nem se preocupou com a poeira

A Louca fugiu!

Na morada vazia
O eco do vento,
Aquele sopro agudo,
É o único som lá de dentro.

A casa agora é assombrada
Por todos os fantasmas do passado
Etéreos, míticos, alados

Nem as lembranças ficaram
Coitada, a Louca saiu com bagagens
Arrastando memórias como se fossem correntes.

:: texto meu, inspirado no livro de Rosa Montero, A Louca da Casa ::