Aprender a aprender

Falemos de empatia…

Somente enfrentando a complexidade de tantas diferenças entrelaçadas será possível progredir em harmonia.

No capítulo nove, do livro Sonho Manifesto, Sidarta Ribeiro nos convida a aprender a aprender. Diz o que muitos de nós já sabemos: “quase tudo o que se aprende com desprazer e monotonia dura pouco tempo na mente das pessoas. O que permanece por muito tempo é o que é aprendido com prazer e curiosidade.” (Pág. 138).

Sidarta cita Paulo Freire, Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico – OCDE, Flavia Soares, Carolina Maria de Jesus, Machado de Assis, Lima Barreto, Djamila Ribeiro, Bell Hooks, W.E.B. Du Bois entre outros (isso num só capítulo!). Tantos pontos de vista para chamar a atenção para a empatia – embora não use muito essa palavra; para que vejamos a realidade com outros olhos e exercitemos ativamente essa coisa chamada alteridade.

Alteridade é diferente de subjetividade. Enquanto esta fala sobre a nossa experiência interna, o nosso olhar, a alteridade é sobre outro. É reconhecer esse outro e suas idiossincrasias. É ver o outro em suas diferenças, suas esquisitices, seus medos, sonhos, afetos, crenças.

E aprender com ele: “nessa troca cultural contra-hegemônica, o encontro dos diferentes propicia enorme energia potencial para a cura das unilateralidade”.