Dica de “ritual” de preparação para o ano-novo

Aperta o play!

Separa um tempo pra ti. Pode ser pela manhã, em um intervalo no meio da tarde, ou à noite, quem sabe no jantar? Faz uma lista com três coisas boas que te aconteceram durante o dia – um bom dia que recebeste, um sorriso no meio do caminho, uma sensação agradável, um elogio ou uma boa notícia: aqui, todos os pequeninos e simples acontecimentos diários têm seu valor.

Repete isso, pelo menos, pelos próximos sete dias. Observa como fica cada vez mais fácil “achar” essas boas coisas… e que outras sensações e sentimentos esse pequeno exercício de gratidão desperta-te?

🧞‍♂️Não tem nada de “mágico” ou esotérico neste ritual. 🧠 A ciência comprova que focar nas coisas boas ancora a nossa mente o que Shawn Achor chama de “Efeito Tetris Positivo”.

📕 Shawn traz essa e outras técnicas interessantes, além de muitas pesquisas na área da Psicologia Positiva, no seu livro Happiness Advantage (O Jeito Harvard de Ser Feliz, traduzido para o português por Cristina Yamagami, e editado pela Saraiva).

😬 Agora, preciso confessar um preconceito meu: se não fosse a Livia a recomendar este livro, talvez eu nunca o tivesse escolhido como leitura de encerramento do meu ano. 🤭 Eu sei, eu sei… parece livro cliché de auto-ajuda. 🤔 Mas, vê lá, qual o problema da auto-ajuda, afinal? Se não fizermos por nós mesmos, estamos tramados!

🙌 Então, deixa o preconceito de lado e faz o exercício. Felicidade, como tudo na vida, é prática diária. Depois conta-me sobre tuas impressões.

Vamos a isso? 😉

Foto-metáfora

O céu cinza de Lisboa, num dia frio do comecinho do inverno (dia 22/12/2020)

Adoro o céu quando misturado com verdes e azuis. Mas também quando em tons acizentados. São emoções e sensações diferentes, nem sempre antagónicas.

Acho que é minha foto-metáfora predileta: cabeça nas nuvens, raízes fortalecidas em solo firme.

Céu e terra com suas dualidades complementares, pedacinhos de mim.

Sei que tenho algo de “louca”, mas também sei que percebes o que digo, não é mesmo?

E a tua foto-metáfora, qual é?

A gratidão

Já é fato comprovado: o sentimento de gratidão abre um mundo de possibilidades. É incrível como ficamos mais leves, mais dispostos, mais vibrantes.

E sintonizados nesta vibração, nos tornamos mais criativos!

🍀 Eu sou grata por poder compartilhar o pouco que sei contigo, daí deste lado. 😉

E tu, pessoa, pelo que és grata?

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Ajuste de rota

Dezembro é o mês de ajuste de rota, por aqui. 😁

E tu, me conta, como e quando fazes os ajustes necessários das tuas metas?

A velha deslumbrada

João, aquele bebezito linducho, agora é um adolescente chato e implicante. (Eu o amo na mesma, fazer o quê?).

Foi ele quem disse, outro dia (ontem!) que sou uma velha que parece ter descoberto a mídias sociais há pouco e usa todos os filtros do Instagram ao mesmo tempo.

Aproveitei para contar que participava das salas de bate-papo quando a internet ainda era discada, que fiz meu primeiro blog no fim do século passado, que em 2005 cuidava de uma comunidade no Orkut, que reclamava que nenhum amigo usava o Twitter (fiz amigos incríveis por lá!), que já fiz arquitetura da informação para os sites da Ipiranga e da Oi… ou seja, uma dinossaura que já andava por aqui quando tudo isso era mato.

Neste percurso, encontrei pessoas maravilhosas, fiz amigos, influenciei pessoas e fui influenciada pelos melhores! Em nossos encontros, discutíamos o futuro da web.

Então, filhote, saiba que a mãe pode parecer uma velhota deslumbrada (porque sou mesmo). Quero ser eternamente deslumbrada pelas fantásticas possibilidades deste admirável mundo novo.

E que eu possa passar adiante um pouquinho que seja deste meu maravilhamento. 😉

A Pandemia de 2020

O mundo sofre com a pandemia do novo coronavírus, popularmente chamado de Covid-19. O surto começou na China e, em poucas semanas, se espalhou pelo mundo, que (falha em ) toma medidas de isolamento para tentar travar a propagação do vírus SARS-CoV-2.

Imagem ampliada do novo coronavírus, o SARS-CoV-2. Fonte: Wikipédia.

Segundo a cobertura ao minuto do Público.pt, às 19h30 de 13 de abril de 2020 (no momento em que escrevo este post), já são 1.321.000 infectados no mundo, 443.816 recuperados e 118.305 mortos.

Print-screen do jornal publico.pt, no link especial sobre Coronavírus, em 13/04/2020, às 19h30

Hoje, completo meu 34º dia de isolamento social e ainda não sou capaz de pensar com clareza sobre o que vivo.

Sou a única a sair de casa, para compras de alimentos, remédios e passeios rápidos com Loki, o cão, que se recusa a fazer suas necessidades no tapetinho higiênico (sim, já tentei de tudo!). A volta à casa é sempre tensa: estou paranóica com a higienização das compras, do cão, e minha.

Enquanto cuido de todos – meus pais estão aqui comigo, nas férias mais frustradas ever! (eles chegaram em dezembro, para o Natal, e ficariam até o começo de junho, para acompanhar minha formatura, em 30 de maio) – descuido de mim mesma, em uma procrastinação que dura semanas. Acho que só a alimentação está dentro do desejado, a mais saudável em décadas (agradeço à Fernanda Anders, pela graça alcançada!).

Se perguntarem-me o que faço nos meus dias de quarentena, não saberei dizer ao certo… a primeira semana foi de férias. A sensação de segurança era mais forte: cuidei do planeamento das compras e de como seriam as saídas. Em poucos dias, Portugal decretou o fechamento das escolas e, logo depois, o estado de emergência. Ter todos em casa foi um alívio! Nestes dias, até consegui ver algumas séries e ler qualquer coisa. Mas as semanas se seguiram preguiçosas, e as incertezas despertaram um tipo diferente de ansiedade – a falta de concentração, a insônia e a irritabilidade começaram a crescer. Uma apatia se instalou. E a cobrança por produtividade também chegou. Tudo junto e misturado.

Para os amigos, digo que nem bipolar me define. Já estou TRIpolar!

As notícias do Brasil deixam-me ainda mais aflita. Evito ler a respeito, mas cobro-me estar atenta ao que acontece na política do meu país – já estive tempo demais alienada de tudo.

Diz Paulo Coelho, em o Livro dos Manuais: “devemos nos desligar da ideia de dias e horas, e prestar cada vez mais atenção ao minuto.”. Na teoria, eu bem sei disso. Mas na prática, tenho falhado imenso!

Amanhã, mais uma vez, tentarei implementar uma rotina de estudos.