Ela foi categórica: dedo podre

Esta é uma história real. E sim, aconteceu comigo.
Depois do papo surreal, onde fiquei com cara de otária, ruminei várias respostas. Mas, o meu defeito é perder o prumo na hora H, ficar muda, com cara de aé… Depois, o tempo passado não merece resposta. Deixei para lá. Até resolver escrever. Porque minha gaiatice transforma quase tudo em piada para a posteridade. O que faço melhor? Rir de mim mesma. E de você, pode ter certeza. =P Continue lendo “Ela foi categórica: dedo podre”

2010 chegou tão rápido…

Só pra lembrar: quero tardes assim, para andar pela Lagoa, sem pensar muito na vida.
p.s.: foto da Lagoa, poucos dias antes do Natal. Ainda bem que a câmera estava na bolsa. A luz estava perfeita, nénão? =P

Impacto

[Abri o baú, e não é que o primeiro texto que vejo é esse? Nesse momento, retiro os óculos, me recosto na cadeira, numa meia espreguiçada tímida, inspiro fundo e volto para o mundo. Taí, não preciso dizer mais nada…]

Outro dia, quando eu pesquisava para um novo projeto, me deparei com uma frase do escritor francês André Gide que – desde então! – não me deixa o pensamento: “Que a importância esteja em teu olhar e não na coisa olhada”. Continue lendo “Impacto”

Tic, tac

O tempo é mesmo uma coisa engraçada, né?

Quando a gente quer que ele passe, o bendito se arrasta.

Mas se é para desacelerar e curtir cada minuto, o danado corre feito faísca.

O meu desejo para 2009


Eu queria MUITO ter escrito esse livro… É o que mais desejo para 2009 e para os próximos anos, pelo resto da minha vida. É tudo o que eu desejo para todos os meus amigos. E para os amigos deles… e amigos dos amigos dos amigos – clique na imagem para ler na íntegra.

Feliz 2009.

Fixação

elephant gun – beirut

If I was young, I’d flee this town
I’d bury my dreams underground
As did I, we drink to die, we drink tonight

Far from home, elephant gun
Let’s take them down one by one
We’ll lay it down, it’s not been found, it’s not around

Let the seasons begin – it rolls right on
Let the seasons begin – take the big king down

Let the seasons begin – it rolls right on
Let the seasons begin – take the big king down

And it rips through the silence of our camp at night
And it rips through the night

And it rips through the silence of our camp at night
And it rips through the silence, all that is left is all that i hide

A maldição do Tempo

Quero escrever.
Sinto a urgência das palavras
Que insistem em me assombrar
Nas horas mais estranhas do dia

Mas o Tempo está contra mim
As Horas estão de complô
E fazem greve
Uma greve insana,
Às avessas – andam aceleradas,
Passando a correr pelo meu relógio

O Tempo se esvai,
Escorre pelos meus dedos,
Pingando no chão infértil,
Num estalido metálico irritante

Quero escrever!
Quero colocar todas as idéias loucas
Que passam pela minha cabeça,
A me corromper os sentidos
A me sacudir o corpo

Mas o Tempo passa rápido
E leva consigo a ordem
Abrindo espaço pra Morfeu
Que, sorrateiro
Invade minha cama
E me toma como amante
Na terra dos sonhos

Horas malditas!
Que me arrastam por prazeres deletáveis
Me desviando o rumo

Quero escrever!
E colocar pra fora a angustia
Causada pelas palavras
Que me rasgam a alma

Mas estas são palavras fracas
E cansadas pelo Tempo
Não têm a esperança pra conquistar o mundo

Tempo assombroso
Que me mata a cada segundo
E me entorpece
E me adormece
Com seu tic-tac hipnótico

Quero escrever!
Mas um bocejo
É o marco
É a lona
É o fim.

Limites

Em um dia de papo-furado e vinho tinto, formulei uma teoria doida sobre os limites que nos impomos ou nos impõem. Na ocasião, falávamos dos sexos e suas diversas formas de interações. Homens e mulheres são iguais na essência, porém diferentes nas formas – físicas e de expressão.

Voltando à teoria, é o seguinte: o limite da mulher é plástico, e não elástico. Eu explico – limite elástico é aquele que se distende, mas retorna ao ponto original. É claro que depois de um tempo esse elástico fica um tanto fraco, frouxo. São as exceções pontuais que abrimos. Certo? Mas a meu ver, nós, mulheres, temos limites plásticos que uma vez distendido não retornam ao ponto de partida. Eles ficam lá, largos, quase que esgarçados…

Quando o assunto é sexo, você, malandro, criou um monstro que vai te devorar vivo. [O que pode ser muito divertido!] Agora, quando esse limite regula outros aspectos da vida, quem está ferrada é a pobre da mulher.

Aí, pensando melhor – ou melhor – ampliando o poder de ação da minha teoria, hoje eu digo e repito que todos nós temos limites plásticos. Ponto. Se não pra tudo, em alguns aspectos, definitivamente. [E isso tem a ver com a tal idéia estapafúrdia]

Abrimos exceções, na intenção de sermos flexíveis. [bambu que verga não quebra]. Mas sempre tem um qualquer que é tão obstinado, mas tão ferrenho, que uma hora perdemos a mão, e já não sabemos se exceções ou Lei. O limite, no calor das emoções, se distende. Plástico, se resfria no cotidiano, e acaba por se esgarçar de vez.

CAPRICHO

Vivia em um mundo sem limites. Onde nada era suficiente. E o humano ansiava ser super.

Há tempos questionava a fronteira do bom-senso. Primeiro de maneira tímida, dentro da caixola, reservadamente entre seus neurônios. Mas aos poucos aquela idéia estapafúrdia, totalmente anárquica, tomava corpo, ganhava massa, voz, vida própria e escapava por onde podia: olhos, orelhas, nariz, boca, poros.

Seus gestos se tornaram reféns da tal idéia. Ela não mais respondia por sua linguagem corporal. Estava claro, ali, na cara estampado o pensamento rebelde.

O que fazer?

Dividida entre isto ou aquilo, conceitos díspares até, seguia aos tropeços, muitas vezes entre lágrimas. Ela não sabia como resgatar sua essência. À noite, escondida de tudo e de todos, ela confessava ao travesseiro sua insatisfação. Ela se vendera ao sistema. Mas sua alma era rebelde sim. Uma guerrilheira daquela causa quase perdida.

Durante os dias, maquinava escapar. Era preciso. Engodos vestidos de responsabilidades rondavam o caminho. E muitas vezes ela era fisgada. Até se encontrar com o espelho. Aquele não era o seu mundo.

Mas, então, onde seria?

Quem manda aqui…

SOU EU. EUZINHA. TÁ OK?

Precisava gritar que neste espaço as palavras são minhas. Que aqui escrevo o que bem entendo. Ou não escrevo palavra alguma por dias a fio. Combinado? Aliás, combinado o escambal. Porque só eu digo o que fazer, ou não. Hoje estou meio azeda, médio ácida – cítrica – porém, no bagaço! Estou cansada, exaurida – cérebro-uva-passa-total.

Quero de volta as minhas palavras. Quero sentenças inteiras. Parágrafos imensos! Quero ter algo a dizer. Quero conteúdo – e desta vez, só desta vez, não quero pertinência, muito menos relevância. Quero verborragia – sangrar para me curar, enfim.

Homem bonito?

Todo mundo admira e procura a beleza, não? Porque ela pode não pôr mesa, mas que dá uma cor – ah, isso dá! O fato é que todo mundo busca um senso estético, uma identificação até. E ao longo da vida, aprimora – ao seu jeito – esse olhar esteta.

Não vou entrar na discussão sobre obras de arte ou mesmo sobre cirurgias plásticas. Não busco respostas. Quero só externar meus pensamentos, quem quiser que escute – neste caso, leia.

Quem nunca virou o pescoço para acompanhar o andar daquele cara lindo ou daquela mulher de beleza estonteante?

Eu muitas vezes já torci o pescoço, estiquei o olhar até perder de vista, só para admirar um belo espécime da raça humana. Homem ou mulher. Sim, porque eu olho para mulheres bonitas – a cobiça aqui é outra e o máximo que ela pode ter pra me fazer salivar serão os acessórios – bolsas, sapatos, óculos ou o namorado, pra ser mais precisa. Entenderam?

Hoje, num dos feeds que assino, li sobre o desinteresse crescente das mulheres em homens bonitos. Rá! Isso mesmo: desinteresse. E lembrei de um papo bem interessante que tive com uma grande amiga há uns quinze anos atrás, na época da faculdade. [Nem gastem tempo fazendo as contas: tenho – e assumo – 37 anos bem vividos!].

Num dos intervalos, no pátio da FACHA, percebemos que admirávamos o mesmo cara: um gato moreno que desfilava de um lado para o outro, de queixo levantado e jeans surrado. Concordamos que ele era LINDO, o tipo que faz a mulherada cair de inveja. Papo vai, papo vem, e a imagem do gatinho foi por terra. A beleza virou caco quando percebemos que aquilo era tudo o que ele tinha a oferecer.

É bom me dar conta de que, aos 22 anos, já sabíamos que o mais importante era o conteúdo e o charme. Estas sim, as coisas que fazem um homem normal ser muito mais sedutor do que um deus grego.

Mas, tudo bem se aos 22 anos a gente não dispensar o bonitão só por isso, né?! Até que valeu a voltinha…

Dilema nosso de todo dia

[Acho que estou com a matraca mode on]

Chegou com aquele ar de quem estava correndo. O rosto avermelhado, algumas gotinhas de suor na linha do cabelo, óculos-enormes prendiam a franja-enorme daquele corte-curtíssimo. Largou a bolsa numa cadeira vazia. Pediu um chocolate quente ao garçom, disse oi para as amigas e desembestou a falar. Tudo ao mesmo tempo. Ou quase.

Ela sempre foi elétrica. Parecia ligada numa corrente de 220 volts. Absorvia toda e qualquer informação de qualquer lugar. Sabia de História, sociologia, design, tecnologia, um tanto de sacanagem, outro pouco sobre música e nada sobre ela mesma.

A decisão de mudar este quadro tinha sido tomada a pouco. Meditação nunca foi seu forte. Achava balela a hipótese de parar a torrente de pensamentos por um segundo sequer. Para fazer yoga precisaria de mais flexibilidade do que ela dispunha nesta vida. Talvez na próxima. Optou por caminhar e fazer análise. Por um lado oxigenava o cérebro e arejava as idéias, por outro teria alguém a quem dirigir a enxurrada de pensamentos.

– Vem cá, vocês já pensaram sobre essas exigências idiotas que a gente tem, e que faz a gente se cobrar de um jeito desumano?

Nem sempre o papo era cabeça. Ela não suportava o politicamente correto [um saco, por sinal!]. Não se prendia aos modelos vigentes. Ou assim pensava ser. Depois de alguns dias de análise freudiana, viu que não era bem assim.

De certa forma, aquele momento era especial. As recentes dúvidas, aquele monte de perguntas não respondidas tinham sido um golpe na sua auto-estima. Era como se olhar no espelho e não se reconhecer. Estava tímida como nunca. Mas era exatamente este recuo que a deixava ainda mais observadora. Ela sempre fora o centro das atenções. Agora, ao se colocar de lado, meio invisível por instantes, podia ver tudo. Só não dava conta de que ainda chamava atenção.

Estar de “fora” das situações, como freqüentemente se descrevia, de repente passou a ser uma forma de analisar melhor os acontecimentos. O que parecia ruim se transformou em ponto-de-observação-privilegiado.

Era como ouvir o eco do que fora dito ou feito. Ter uma segunda, terceira, quarta chance de ler nas entrelinhas, separar joio do trigo, ir ao cerne da questão. Porque não são só as pessoas que usam máscaras…

– Amiga, você pode me dizer de onde fui tirar a idéia de que só pode ser assim? Por que raios eu não aceito as n outras maneiras de se fazer uma coisa?

A amiga ficou ali com cara de atriz-escada que, com um olhar, dá a deixa da próxima fala da estrela do show, com a certeza estampada no rosto: aquele papo era todo retórico.

A inquisitora continuou: – ou ainda, me diz, vai… por que os homens passam pela minha vida, sem que eu realmente me interesse por eles? Não, porque eu até me apaixono! Caio de amores e até acho que é o homem da minha vida. Mas uma hora acaba. E percebo que não tinha conteúdo. Era eu quem o preenchia com significados que me interessavam na hora. Por quê?! POR QUÊ???

Ela tinha todas as perguntas do mundo girando na sua cabeça. E nada de respostas.

…

As marcas que vejo nas pontas dos meus dedos, assim como o rajado verde-amarelado dos meus olhos dizem que sou única. Os filtros que usei para perceber o que me cerca foram desenvolvidos por mim, dentro desta mesma realidade, também são únicos. Por mais que a cultura nos una. Ainda que nossas crenças nos aproximem. Somos distintos. Embora assustadoramente parecidos.

Queremos as mesmas coisas. E tudo bem se as queremos por razões diferentes.

Eu penso assim, você crê no contrário. Não nos damos conta de que os motivos são os mesmos.

E assim, distintos mas uniformes, vivemos os mesmos dilemas diariamente.

Oração da redatora

Senhor, livrai-me de todas as palavras vazias. Vigiai-me para que eu não caia na tentação das frases de efeito. Afastai de mim o discurso pronto.

Senhor, que eu tenha conteúdo
e, principalmente, pertinência
e relevância. Amém.

A revolução

Sempre achei que o meu negócio era escrever. Fosse um planejamento estratégico ou um livro. Quando entrei na faculdade, eu já me interessava por falar com “aquele” consumidor e não com a massa. Minha formação em jornalismo, minha curiosidade por tudo o que era produzido pela publicidade me fez híbrida. Nunca consegui escolher isto ou aquilo. Quis os dois. Esse querer me guiou até aqui.

Quando criança, adorava The Jetsons. Fingia ser Judy Jetson e me perguntava se algum dia usaria aquele telefone com imagens. Não seria o máximo?!

Hoje, eu vivo novos e interessantes tempos. Vejo – maravilhada – uma revolução acontecendo. Como um poderoso imã, sou atraída. Fui fisgada, contaminada, arrebatada. A única opção é me entregar de corpo e alma. E como isso me renova! A sensação é de total liberdade – estou prestes a saltar em queda-livre, a surfar uma onda gigante.

A partir de hoje, eu também

Eu faço parte da revolução.

Eu sou um revolucionário, faço parte da revolução digital.

Estamos mudando a forma como as pessoas se relacionam e se comunicam, destruindo monopólios e inventando maneiras de interagir… (leia na íntegra).

P.s.: No último sábado, dia 5 de julho, participei do #Descolagem. Foi pelo Twitter, que fiquei sabendo. Lá ouvi o Marco Gomes declarar esse manifesto. De tudo o que vi e ouvi, ficou a emoção de, enfim, ter achado o meu caminho.

O que os olhos não vêem…

Tenho uma teoria que assusta muita gente e causa polêmica quando exposta. Mas é fato. E se você deixar de lado um pouco das suas idiossincrasias, talvez venha a me dar razão.

O assunto em pauta é a traição. Aquela que acontece entre casais, tão banal, tão mesquinha, execrável até.

Você pode negar e dizer que não trai ninguém. Que se está com uma pessoa, mas deseja outra, primeiro termina o relacionamento para depois se entregar a nova paixão. Louvável sua postura. Mas nem sempre a vida real é como idealizamos. Se fosse, não veríamos tantos corações partidos, afinal.

Eu acredito no dito popular o que os olhos não vêem o coração não sente. Eu só não perdôo a traição que dilacera o respeito mútuo. Mas, se é só sexo, instintivo, carnal, casual… que seja. Só não faça um triângulo – leve a moça, ou o rapaz, para um motel diferente do nosso, não apareça em bares, restaurantes ou lojas que freqüento, de braços dados com a amante. Que eu nunca saiba. Que eu não seja envolvida nem como história de vida, contada depois do gozo. Que eu não apareça nesse capítulo tão seu. E que ele não interfira na minha história. Entendido?

Porque a traição, para mim, é a falta de respeito, é o pouco zelo pela relação. É não me preservar. É me expor aos comentários hipócritas de quem tem dois pesos e duas medidas. Porque, para essas pessoas, a traição é sempre do outro. Quando lhes acontece algo assim, é aventura, é paixão adolescente, é desvario – tratados como coisa menor, um deslize desculpável, varrido para debaixo do tapete.

Cada um sabe como construir sua relação. Cada casal tem um acordo próprio, todo particular, feito de muitos atos, alguns silêncios, uma dúzia de palavras, talvez. E quem somos nós para julgar, ditar regras ou fazer piada?

É certo que temos no outro o espelho. E ali vemos nossos medos refletidos. Nossas incongruências. Nossos desejos – declarados ou indizíveis. Você é capaz de me olhar e mesmo assim me enxergar?

Muitos têm medo que eu quebre essas regras estúpidas que não funcionam para mim, porque temem que eu cobre a mesma atitude. Eles acham que, por isso, sou libertina. Só por eu não cobrar fidelidade. São poucos os que sabem que isso não é moeda de troca…

Confissões de uma incendiária

Agora lembrei, ouvi dizer que o orgasmo feminino seria capaz de produzir energia elétrica suficiente para acender uma lâmpada. Mas, se lenda ou fato, ignoro. E nem me importo. Porque sei o que me queima a carne, quando sou sua. Sei da corrente elétrica que me arrepia a pele só por lembrar. Eu conheço o fogo que me consome. Se acendo lâmpadas, para quê? A luz que me guia vem dos seus olhos.

E agora, imploro pelas águas de março, pra lavar a alma, esfriar o corpo e me trazer de volta aos eixos. Porque preciso de trégua. Preciso recuperar o fôlego. Cuidar das marcas que você deixou na última noite. Eu quero banho de chuva e a roupa molhada, bem pesada, a me trazer pro chão.

Você estava certo. Fui tola. Brinquei com fogo: fui incendiária. Incitei, provoquei, instiguei… E terminei o que comecei. O “mais fácil não começar do que terminar” de Sêneca pode servir para qualquer outro assunto. Para qualquer outro. Mas não para você. Não para mim. É magnético, se não fosse químico. É dependência. É vício. E é até o fim.

Agora imploro pelas águas de março… porque sua luz é fogo.

…

*escrevi esse texto acho que no ano passado. Era pra ser legenda de uma foto do Paulo Salerno, meu fotógrafo predileto. Amo as sensações que suas fotos me provocam. São quentes, indecentes, inusitadas. Estou louca pra reatar nossa parceria. Doida pra imprimir todos os escritos que tenho na cabeça – nem que seja aqui no virtual. Pena que eu não tenha mais essa foto…

Vargas, meu predileto

Todas deliciosas. Cheias de curvas. Pouca roupa. Caras e bocas.
Sedutoramente ingênuas. Maliciosamente dissimuladas.
Assim são as mulheres de Vargas.

Confesso que, por muito tempo, essas mulheres povoaram meu imaginário. Foram referências de poder, sedução, espelho mesmo. Eu queria ser uma delas. Todas divas. Simplesmente lindas.