
Dal centro della mia vita
venne una grande fontana.
Oração da redatora
A revolução
Sempre achei que o meu negócio era escrever. Fosse um planejamento estratégico ou um livro. Quando entrei na faculdade, eu já me interessava por falar com “aquele” consumidor e não com a massa. Minha formação em jornalismo, minha curiosidade por tudo o que era produzido pela publicidade me fez híbrida. Nunca consegui escolher isto ou aquilo. Quis os dois. Esse querer me guiou até aqui.
Quando criança, adorava The Jetsons. Fingia ser Judy Jetson e me perguntava se algum dia usaria aquele telefone com imagens. Não seria o máximo?!
Hoje, eu vivo novos e interessantes tempos. Vejo – maravilhada – uma revolução acontecendo. Como um poderoso imã, sou atraída. Fui fisgada, contaminada, arrebatada. A única opção é me entregar de corpo e alma. E como isso me renova! A sensação é de total liberdade – estou prestes a saltar em queda-livre, a surfar uma onda gigante.
A partir de hoje, eu também
Eu faço parte da revolução.
Eu sou um revolucionário, faço parte da revolução digital.
Estamos mudando a forma como as pessoas se relacionam e se comunicam, destruindo monopólios e inventando maneiras de interagir… (leia na íntegra).
P.s.: No último sábado, dia 5 de julho, participei do #Descolagem. Foi pelo Twitter, que fiquei sabendo. Lá ouvi o Marco Gomes declarar esse manifesto. De tudo o que vi e ouvi, ficou a emoção de, enfim, ter achado o meu caminho.
Quase lá…
Aquela decisão de fazer um post por dia agora se parece muito com a outra de malhar… na segunda eu começo. Um fiasco!
Tenho trabalhado tanto, que mal tenho tempo de ser eu mesma. Sei que isso pode soar como uma desculpa velha e gasta, mas é verdade… Entre um texto e outro, antes do cérebro virar uva-passa de tão seco, descubro cantinhos nessa internet-de-meu-deus que são verdadeiros oásis virtuais, onde me reabasteço pra continuar na batalha.
Essa eu vi há pouco. Fiz uma pausa SÓ pra postar. Saca isso:
Meu velho All Star
Parte da minha vida
O que os olhos não vêem…
Tenho uma teoria que assusta muita gente e causa polêmica quando exposta. Mas é fato. E se você deixar de lado um pouco das suas idiossincrasias, talvez venha a me dar razão.
O assunto em pauta é a traição. Aquela que acontece entre casais, tão banal, tão mesquinha, execrável até.
Você pode negar e dizer que não trai ninguém. Que se está com uma pessoa, mas deseja outra, primeiro termina o relacionamento para depois se entregar a nova paixão. Louvável sua postura. Mas nem sempre a vida real é como idealizamos. Se fosse, não veríamos tantos corações partidos, afinal.
Eu acredito no dito popular o que os olhos não vêem o coração não sente. Eu só não perdôo a traição que dilacera o respeito mútuo. Mas, se é só sexo, instintivo, carnal, casual… que seja. Só não faça um triângulo – leve a moça, ou o rapaz, para um motel diferente do nosso, não apareça em bares, restaurantes ou lojas que freqüento, de braços dados com a amante. Que eu nunca saiba. Que eu não seja envolvida nem como história de vida, contada depois do gozo. Que eu não apareça nesse capítulo tão seu. E que ele não interfira na minha história. Entendido?
Porque a traição, para mim, é a falta de respeito, é o pouco zelo pela relação. É não me preservar. É me expor aos comentários hipócritas de quem tem dois pesos e duas medidas. Porque, para essas pessoas, a traição é sempre do outro. Quando lhes acontece algo assim, é aventura, é paixão adolescente, é desvario – tratados como coisa menor, um deslize desculpável, varrido para debaixo do tapete.
Cada um sabe como construir sua relação. Cada casal tem um acordo próprio, todo particular, feito de muitos atos, alguns silêncios, uma dúzia de palavras, talvez. E quem somos nós para julgar, ditar regras ou fazer piada?
É certo que temos no outro o espelho. E ali vemos nossos medos refletidos. Nossas incongruências. Nossos desejos – declarados ou indizíveis. Você é capaz de me olhar e mesmo assim me enxergar?
Muitos têm medo que eu quebre essas regras estúpidas que não funcionam para mim, porque temem que eu cobre a mesma atitude. Eles acham que, por isso, sou libertina. Só por eu não cobrar fidelidade. São poucos os que sabem que isso não é moeda de troca…
Quando 1+1 é muito mais que 2
Fui convidada/intimada a escrever um texto pra foto do Paulo Salerno. Em cima do prazo, enviei duas alternativas. Hoje, foi ao ar a versão que eu mais curti. Aqui o link original: Contato Zine, 4ª edição, junho de 2008.
Prostituta Sagrada
Prostituta Sagrada
Mulher humana
Deusa do amor
Tua sexualidade é reverenciada
Prostituta Sagrada,
Tu és paixão, tu és prazer
Muitos são teus nomes
Inana, Istar, Ísis
Hátor, Bastet,
Astarte, Afrodite ou Vênus
Em teu doce corpo
Humano e divino se entrelaçam
Tu, mulher, és bruxa, és mãe,
Donzela, sereia e puta.
Instintiva e sexual, és Eva
Sedutora, bela e graciosa, és Helena
Divina, és Maria
Sábia, és Sofia
Lua de fases
Mulher de vontades
Humana deusa do amor.
Tipos de mulher
A inspiração veio de outros lugares. [Infelizmente, não tenho os links…]. Achei tão legal, que resolvi revirar as bolsas da mulherada aqui da agência.
A pergunta é: a partir do que tem dentro da bolsa,
será que você é capaz de descrever o tipo de mulher?
Bolsa número 1
Bolsa número 2
Bolsa número 3
Bolsa número 4
Bolsa número 5
Bolsa número 6
Bolsa número 7
Como seduzir Érato?
Seu corpo curvilíneo, helênico, é alvíssimo
sua textura, macia como as nuvens
desperta o desejo do toque.
Quando fecho meus olhos, quase posso vê-la. Fugidia, escorrega por entre meus dedos e me deixa sozinha na noite quente. Ela sabe que desejo sorver seus beijos, sequiosa por sua saliva. Sinto falta de alimentar-me de suas carícias. Estou faminta, é verdade. E ela brinca comigo, e se esconde para que eu não possa segurar-lhe pelos braços. Para que eu não possa tocar-lhe o sexo, e assim extrair o néctar de que tanto preciso. Amante caprichosa, se fecha a cada nova investida. Sabe que a desejo mais que tudo nesta vida. Mas, se diverte com tais recusas.
Quero seduzir Érato.
Minha intenção é trazê-la para a minha cama.
Para que depois, possa de novo descrever o gozo, a paixão, o amor.
Érato
Mais conhecida como aquela que desperta o desejo.
Musa do verso erótico, da Poesia Amorosa.
É representada por uma jovem ninfa coroada de mirto e rosas. Na mão direita, uma lira e na esquerda, um arco. Ao seu lado, muitas vezes tem um pequeno Amor, que lhe beija os pés.
Conflito (quase) armado
Hoje, descobri que existe algo de estranho acontecendo. Algo que me faz ver de forma ainda mais intensa minhas insatisfações. Mas, o problema é que de nada adianta pensar, pensar e pensar. O excesso de especulação neste momento não vai melhorar minha vida.
É que está em andamento uma desarmonia envolvendo Vênus no céu com o planeta Mercúrio do meu mapa…
Tá. Mas, e daí, o que é que eu faço agora?
Era uma vez, o engano
Ela se conhecia. Afinal, tantos anos de vida, de relacionamentos e de terapia a fizeram uma pessoa ciente e melhor. Estava centrada, conhecia suas fraquezas. E sabia compensá-las como ninguém.
Ela viu o rapaz na internet, pela primeira vez, numa janelinha on line de um site de relacionamentos. Sabe-se lá porque deixou passar. Mas o destino estava do seu lado. Ou ela assim pensou. Volta e meia desse mundão, lá estava o digníssimo, sorridente, contando a vida num blog qualquer. Conectado, o rapaz também estava no Orkut, Multiply, Hi5, Sônico, Facebook. Sempre um amigo em comum ligava os dois. Flechada, ela se apaixonou pela idéia que fez do homem perfeito. Foram anos brincando de gato e rato. Espiava, sorrateira, o perfil dele, e acompanhava de longe a vida que seguia. Até que se encheu de coragem e se mostrou, finalmente.
Escolheu seu melhor ângulo. Descreveu-se em palavras milimetricamente estudadas. Corrigiu vírgulas, refez parágrafos, calculou o impacto da missiva, e só então disparou o e-mail capaz de capturar a atenção de qualquer incauto. E ele fisgou a isca.
…
Entre o estranho e o encanto, quase não tinha espaço. Ele resolveu dar uma chance para os dois, e conhecer aquela que parecia ser seu futuro possível. Acreditou na história pronta que lhe era entregue embrulhada para presente, em rico papel e laço de cetim. Tudo era tão mágico, que fechou os olhos para o que realmente importava. O seu sentimento.
Ele tentou alcançar os anos de paixão que ela lhe devotara. Acelerou as coisas. Ignorou sinais. Avançou o quanto pode. Mas, reconhecendo faltar algo, depois de uma curva, pegou o desvio e saiu da estrada.
Ele a chamava de princesa. A sua princesa-encantada. Porque, no fundo, era tudo que mais queria. Ele, afinal, quis acreditar no conto de fadas.
Quando ele se despediu, quebrou o cristal, desfez o encantamento. Ela, a moça, não acreditava estar enganada. Reviu tudo o que fez para conquistar o coração do amado. Todas as diferenças aparecem – juntas – na mesma hora.
Ela negou o óbvio, focou apenas o que queria ver. E despejou todas as culpas no outro. De repente, todos os defeitos do rapaz saltaram a olhos vistos. Como pude?, se perguntou. E todas as feridas que o rapaz lhe causou abriram a sangrar. Percebeu então o quanto tinha sido infeliz, sofrida. Da sua torre, a moça optou pelo desprezo vazio. Era assim que superaria o desencanto.
…
O engano está nas entrelinhas, a espreitar. Minhas ações podem ser lidas a seu bel prazer. Mas, cuidado, gentil leitor. Eu o tratarei na mesma moeda.
Para lembrar de ti
Da série Meu passado me condena.

Quando você foi embora, me restou a memória. E apagá-la foi mais difícil do que te perder. Um mal necessário. E agora me esforço para recuperá-la. Mas o que ficou gravado na pele não se apaga tão fácil. E como um sentimento escondido e mascarado, lembro, aos poucos, das vezes que estive na sua cama.
* Foto de Paulo Salerno. Clica pra ver mais!
Ela
Ela já não sabia o que queria. Estava perdida em um mundo de possibilidades. Tudo o que esperava era o que chamava de vida normal. Mas isso também já não era possível.
Ela viveu no limite. Apaixonou-se pelo gosto doce, levemente ácido, de quebrar regras. Aquele era um caminho sem volta. Não foi ela mesma quem formulou a louca teoria de que as mulheres têm seus limites plásticos – e não elásticos?! Pois então… uma vez distendido, não retornaria ao ponto de partida.
Ela precisava se reinventar. Era o que faltava. Estava próxima demais daquele turn-point, o momento alavanca, pronta para saltar para a nova realidade que a aguardava, inquieta, do outro lado. Mas, por que a inércia?
Ela sabia o que deixaria para trás. Só não sabia que já estava pronta para abrir mão do passado. É hora de começar de novo. Recriar.
Ela suspeitava de que não haveria rede de proteção lá embaixo. Há tempos esse suporte tinha desfeito seus nós. Lá no fundo também sabia que não precisaria dele. A mão do outro lado era certa. Pois era ela mesma quem a esperava.
História sórdida
Tenho um quê de exibicionista, que satisfaço ao imaginar que alguém, não sei onde, vai ler tudo o que escrevo aqui. Não sou a única, não é mesmo?
Agora, o que mais me excita é saber que ELE vai ler essas linhas. Lá, ele vai me sentir, quase me tocar. É isso o que eu quero. Porque neste momento, todos os meus pensamentos estão com ele. Confesso: não são os mais ingênuos. Nunca foram. Desde o dia, há tempos, que bati meus olhos naquele homem, à porta do meu hotel. Eu o quis loucamente enquanto passeávamos pela cidade, ou tomávamos um café despretensioso no fim da tarde daquele sábado. Mais ainda quando dançávamos numa boate da moda…
Guardo na pele o que tivemos. E, na cabeça, invento outras deliciosas e tantas e sórdidas histórias. Ele é o meu Muso, meu tesão platônico, que me inspira e me faz transpirar.
Whitesnake
Benditas Galochas
Bem, galocha tá na moda, né?! E eu tenho um quê de fashion victim. Lá fui eu procurar uma – pra falar a verdade, fui tentar encontrar uma Sete Léguas mesmo, daquelas que motoqueiros usam e buscam baratim, baratim. Quem me convenceu foi a Grecina, a revisora daqui da agência, depois de me mostrar em sites afora váááários modelitos customizados.
Andei pacas, furei fila, perguntei como se fosse idiota, andei mais um pouco, perguntei de novo e… nada! As budegas só para pezão.
Se alguém aí souber onde acho a tal Sete Léguas, de preferência azul cobalto, me avisa, tá?!
Palhaça, eu?!

O D’Ale começou a brincadeira… virou mania (depois dá uma olhada aqui). Agora o neguinho faz fotos de todos os amigos com aquele mega blaster celular. O tema?! Palhaços.
‘ridi, pagliaccio,
sul tuo amore infranto!
ridi del duol, che t’avvelena il cor!’
Concordo quando ele diz – ria. E o mundo ri com vc…
Ele
O passado me invadiu. Como se tivessem posto ali uma caixa de pandora. Curiosidade. Talvez fosse melhor deixar pra lá. Mas, ali nasceu um turbilhão de sentimentos. [Ou acordou?] Fui procurar, cavei, bisbilhotei. Abri uma fresta. A luz incrível que de lá saiu me prendeu, e me arrastou lentamente de volta.
Vazio
Dia chuvoso e frio [estou com o ar-condicionado no máximo, quase congelando, pra pensar que tô no inverno]… blues como trilha sonora. Passei o dia inteiro na agência. Não saí nem pra almoçar… só pesquisei, li e respondi e-mails. Sinto um vazio quase existencial.
…
Vejo que o vazio, na verdade, é FOME!!!
Quem aguenta um mail desses???













