Conflito (quase) armado

Hoje, descobri que existe algo de estranho acontecendo. Algo que me faz ver de forma ainda mais intensa minhas insatisfações. Mas, o problema é que de nada adianta pensar, pensar e pensar. O excesso de especulação neste momento não vai melhorar minha vida.

É que está em andamento uma desarmonia envolvendo Vênus no céu com o planeta Mercúrio do meu mapa…

Tá. Mas, e daí, o que é que eu faço agora?

Benditas Galochas

Bem, galocha tá na moda, né?! E eu tenho um quê de fashion victim. Lá fui eu procurar uma – pra falar a verdade, fui tentar encontrar uma Sete Léguas mesmo, daquelas que motoqueiros usam e buscam baratim, baratim. Quem me convenceu foi a Grecina, a revisora daqui da agência, depois de me mostrar em sites afora váááários modelitos customizados.

Andei pacas, furei fila, perguntei como se fosse idiota, andei mais um pouco, perguntei de novo e… nada! As budegas só para pezão.

Se alguém aí souber onde acho a tal Sete Léguas, de preferência azul cobalto, me avisa, tá?!

De que cor?

My mind is ORANGE!

Of all the mind types, yours is the quickest.
You are usually thinking a mile a minute, and you could be thinking about anything at all.
Your thoughts are often scattered and random – but they’re also a lot of fun!

You tend to spend a lot of time thinking about esoteric subjects, the meaning of life, and pop culture.

What color is your mind???

Escolhas

Preciso desabafar: que prisão é essa que,
quanto maior a liberdade de escolha,
maior também a tormenta das possibilidades?

Sempre fui perfeccionista [é, por anos a fio sofri deste mal]. Quis o melhor dos mundos, a escolha certa, afinal. Busquei a certeza, deixei que a dúvida me corroesse. Achava-me livre, tendo tantas escolhas. Acabei presa. Ansiosa.

Confirmei, na prática, o mantra educativo da minha mãe [que sábia mulher!]: excesso de liberdade nem sempre é bom.

Hoje, tentando educar o príncipe-herdeiro [sim, porque eu sou a rainha do meu lar!], esbarro direto no que posso dizer ser o meu maior temor – como dar limites a um serzinho que tem um mundo inteiro ao alcance da mão?

Escolho a qualidade de vida. A tranqüilidade de ter o que preciso, sem me preocupar se este é o melhor negócio que poderia ter feito. Acho que cresci. Não dizem que a sabedoria vem com a idade, e que traz também serenidade? Pelo menos estou no caminho…

Quais são as suas escolhas?

Você já parou pra pensar na vida?

É incrível a tendência da raça humana de mecanizar seus processos. Aprendemos por generalizações – na terceira tentativa de fazer algo, já criamos a ilusão de que sempre será daquele jeito.

Agora, o contrário pouco acontece! Partimos de um pressuposto: é assim [sempre foi assim!]. E a coisa não funciona. Tendemos a continuar naquela bendita [?] ação, esperando um resultado que nunca alcançamos.

E por que raios, para mudar o tal processo, precisamos bem mais do que três tentativas/erros [ou cara na parede, se você preferir]?

No fim das contas, o problema é sempre com o outro. Não é?

Ação e reação.

[Não, eu não estou sendo reativa! Estou colocando em linhas o pensamento, para uma análise crítica e reflexiva.]

E você, o que pensa de tudo isso, afinal?

Meu caminho

Aguçar o olhar.
Procurar outras paisagens, novos horizontes.
Exercitar a busca pelo belo.

Todos os dias, me desligo do trânsito caótico da cidade, da poluição sonora e visual que dominaram as ruas, dos rostos mal-humorados às nove da manhã num ônibus lotado.
Aproveito esses 30 minutos que me separam da agência e abro bem os olhos pra admirar – extasiada – o meu caminho. Aos poucos, contornando a rotina, conquisto qualidade de vida.

* as fotos eu fiz com o meu W810i. Que paisagem, não?

Um dia dos deuses

[Não. Este não é um blog sobre comidinhas, apesar de parecer. E não. Não escrevo sobre gastronomia. Escrevo sobre experiências.]

…

Levantou poeira

Tá bom, tá bom… quem passa por aqui (se é que tem quem passe…) deve achar que este blog está entregue aos mais hediondos insetos rastejantes e outros ignóbeis voadores. Mas não é bem assim.

É certo que não tenho escrito com certa assiduidade…

Tô passando só pra levantar a poeira, arejar as entrelinhas. Daqui a pouco escrevo algo mais significativo. Prometo.

No meio do meu caminho

 

 

 

É incrível. Mas uma chuvinha de nada já atrapalha horrores a vida de quem tem que passar pela Lagoa. A rua vira rio. Os carros levantam água. A gente sofre.

Como é que eu vou sã e salva pra casa, agora?

Acabei de tirar essas fotitas… [é, a máquina fica sempre na bolsa – coisas de quem é addict!]

Atalhos

Estava pensando em como construir um atalho… aí, entre muitos textos que leio todos os dias, descobri esse aí. Nem preciso dizer que serviu feito luva.

Atalhos

Quanto tempo a gente perde na vida? Se somarmos todos os minutos jogados fora, perdemos anos inteiros. Depois de nascer, a gente demora pra falar, demora pra caminhar, aí mais tarde demora pra entender certas coisas, demora pra dar o braço a torcer. Viramos adolescentes teimosos e dramáticos. Levamos um século para aceitar o fim de uma relação, e outro século para abrir a guarda para um novo amor, e já adultos demoramos para dizer a alguém o que sentimos, demoramos para perdoar um amigo, demoramos para tomar uma decisão. Até que um dia a gente faz aniversário. 37 anos. Ou 41. Talvez 48. Uma idade qualquer que esteja no meio do trajeto. E a gente descobre que o tempo não pode continuar sendo desperdiçado. Fazendo uma analogia com o futebol, é como se a gente estivesse com o jogo empatado no segundo tempo e ainda se desse ao luxo de atrasar a bola pro goleiro ou fazer tabelas desnecessárias. Que esbanjamento. Não falta muito pro jogo acabar. É preciso encontrar logo o caminho do gol.

Sem muita frescura, sem muito desgaste, sem muito discurso. Tudo o que a gente quer, depois de uma certa idade, é ir direto ao assunto. Excetuando-se no sexo, onde a rapidez não é louvada, pra todo o resto é melhor atalhar. E isso a gente só alcança com alguma vivência e maturidade.

Pessoas experientes já não cozinham em fogo brando, não esperam sentados, não ficam dando voltas e voltas, não necessitam percorrer todos os estágios. Queimam etapas. Não desperdiçam mais nada.

Uma pessoa é sempre bruta com você? Não é obrigatório conviver com ela.

O cara está enrolando muito? Beije-o primeiro.

A resposta do emprego ainda não veio? Procure outro enquanto espera.

Paciência só para o que importa de verdade. Paciência para ver a tarde cair. Paciência para sorver um cálice de vinho. Paciência para a música e para os livros. Paciência para escutar um amigo. Paciência para aquilo que vale nossa dedicação. Pra enrolação, atalho.

Martha Medeiros escreveu isso em algum lugar do passado.

O processo

Já estava cansada daquela sucessão de estados. Mudança após mudança, sem que nada saísse do lugar desde então. No começo, verdades incompletas. A melhor fotografia. Depois, tudo o que esperava ser mentira, a mais absoluta realidade. Nua. Crua. Ali, na cara. E o quadro se completava. Era desnecessário qualquer gerúndio. Ela esperava, paciente, pelo reinício do tal processo.

O método. A técnica. O como as coisas são feitas.

Era assim. E ponto.

Ela duvidava deste caminhar. Haveria outro jeito. Algo mais reto. Mais limpo. Mais direto. Idealizou um mundo onde estava abolido os jogos. As nuances. Os meandros. Era, pura e simplesmente, o seu novo jeito. Isto ou aquilo. Sim ou não. No seu mundo não haveria jamais um talvez. E assim, a vida perdeu a cor. Esmaecida de calor, ela enfim entendeu dos desvios, dos rios, dos amores.

Príncipe Sapo

A onda Beija-Sapo baixou aqui na agência. A diretora de arte trouxe de Paris [très chic] um sapinho para as moçoilas beijarem [todas as quintas e sextas do mês]. Quem sabe assim o sapo vira príncipe e a gente desencalha?

A brincadeira já tem até versinho – aí, já viu, né? Rapidinho vai virar ritual. Eu que não sou boba nem nada, já estou fiel. Mas não quero nem príncipe, nem sapo. Se vier um rapaz alto, forte, tatuado e careca, já tô feliz!

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Eu fiz as fotitas do Príncipe-Sapo.
Mas não vou guardar na carteira, que já é demais!

Gérberas


Das flores, amo o perfume e o toque aveludado das pétalas. A transformação do botão me intriga… e o tempo – quase mágico – do desabrochar tem muito a me ensinar.

Gosto das géberas, as minhas preferidas…

Saudade


Estou com saudade do cheiro de café,
do murmirinho de gente,
dos papos furados nas calçadas,
nos fins das tardes de sábado…

Tenho saudade de gente.

Skinny Bitch

D.I.E.T.A. – ô palavrinha!

Durante a minha adolescência, isso nunca foi um problema. Eu era magra. Aí comecei a ganhar uns quilinhos. E a balança virou uma inimiga declarada. As roupas mostravam a sanfona que eu tinha me tornado.
Assim foram os anos da minha juventude – áureos tempos! Sempre disse que aos 30 anos eu não deveria explicações pra ninguém. Bem como não mais importaria se gorda ou magra. Aos 30, me ocuparia da saúde. Física e mental. Incrível. Mas, aos 30, comecei a emagrecer. Sem dietas, dramas ou exageros. Do manequim 44, caí pro 36. Entrei em roupas que jamais imaginei usar. E adorei. Fiz as pazes com a balança, que passei a consultar semanalmente. Era uma uma lembrança da vitória que há tempos desejava.
João mudou a minha vida – de uma maneira boa, outra nem tanto. Com a felicidade de ser mãe, veio também o sobrepeso. Exibi minha barriga com tanto orgulho, que hoje ela não quer me largar!!!
Uma nova consciência é preciso. Radicalizar sim. Mas sem perder o foco. Saúde física e mental, num corpitcho magrelo, gostoso, com curvas e carninhas suculentas pra apertar. Quem gosta de osso é cachorro. E de cachorra, basta eu. I’ll be the skinny bitch. [num bom sentido, se é que vocês me entendem].

à deriva…


Você pode achar que uso metáforas pra falar de um estado d’alma. Em outros tempos, esta seria até uma verdade. Mas, hoje falo LITERALMENTE: preciso de uma âncora!

Estou tão tonta, enjoada, mal-humorada.
Até parece que estou em alto mar…

Não sei se virose, fígado ou labirintite.
O fato é que estou zonza-zonza-zonza.

Alguém! Pare o mundo que eu quero descer!!!

O que é um QR code, afinal?

Gentem, me empolguei-me e esqueci de dizer que raios é um QR Code!

Adeus a chatice do código de barras

QR code é o novo código de barras bi-dimensional lançado pelos japoneses lá no ano de 1994. (!!!)
“QR” significa “Quick Response”, isto é, resposta rápida.

Então por que esse código de barras é melhor que o código de barras que vem no boleto bancário?

Um código de barras tradicional armazena até 20 números (e somente números). Este modelo armazena ate 7089 números ou 4296 alfanuméricos (letras ou números). Incluindo endereços completos, informações sobre o produto no estoque e etc. O tamanho dele impresso é um décimo do tamanho do código de barras. E também existe uma versão “micro” que tem uma largura e altura menor que esta, porém cabe menos informação, ideal para ser usada em objetos menores.Para ler o código de barras a imagem deve estar posicionada sempre na posição correta, isto é, com o código começando na esquerda para a direita. No “QR Code”, o código pode estar rotacionado para qualquer lado, isto é, de cabeça para baixo ou virado 90 graus. Existem outros tipos de códigos de barra com duas dimensões, mas, entre todos, esse é o que permite a maior quantidade de informação. Como todo código de barra, para funcionar ele precisa de uma impressora, um programa de computador para ser gerado e um leitor (também chamado de scanner) para recuperar as informações.

Agora vem o pulo do gato:

O leitor é um programa que pode ser instalado em um celular com câmera, em uma web cam ligada ao pc, pocket pc ou palm com câmera e no leitor específico de “QR Code”. Então, aquela tarefa tediosa de copiar dados de uma revista, propaganda na rua ou cartão de visita de outras pessoas para dentro do seu celular acaba de ficar mais fácil.

As possibilidades são inúmeras, então vou fechar com um exemplo de comida: O MC Donalds do Japão esta imprimindo na embalagem a informação nutricional do produto. Você é uma pessoa que está sempre de dieta: puxa o seu celular e bate uma foto do “QR Code”. Em seu celular tem um aplicativo que controla suas calorias diárias. Tudo armazenado, nada digitado e o acompanhamento da sua dieta foi registrado.