A Pandemia de 2020

O mundo sofre com a pandemia do novo coronavírus, popularmente chamado de Covid-19. O surto começou na China e, em poucas semanas, se espalhou pelo mundo, que (falha em ) toma medidas de isolamento para tentar travar a propagação do vírus SARS-CoV-2.

Imagem ampliada do novo coronavírus, o SARS-CoV-2. Fonte: Wikipédia.

Segundo a cobertura ao minuto do Público.pt, às 19h30 de 13 de abril de 2020 (no momento em que escrevo este post), já são 1.321.000 infectados no mundo, 443.816 recuperados e 118.305 mortos.

Print-screen do jornal publico.pt, no link especial sobre Coronavírus, em 13/04/2020, às 19h30

Hoje, completo meu 34º dia de isolamento social e ainda não sou capaz de pensar com clareza sobre o que vivo.

Sou a única a sair de casa, para compras de alimentos, remédios e passeios rápidos com Loki, o cão, que se recusa a fazer suas necessidades no tapetinho higiênico (sim, já tentei de tudo!). A volta à casa é sempre tensa: estou paranóica com a higienização das compras, do cão, e minha.

Enquanto cuido de todos – meus pais estão aqui comigo, nas férias mais frustradas ever! (eles chegaram em dezembro, para o Natal, e ficariam até o começo de junho, para acompanhar minha formatura, em 30 de maio) – descuido de mim mesma, em uma procrastinação que dura semanas. Acho que só a alimentação está dentro do desejado, a mais saudável em décadas (agradeço à Fernanda Anders, pela graça alcançada!).

Se perguntarem-me o que faço nos meus dias de quarentena, não saberei dizer ao certo… a primeira semana foi de férias. A sensação de segurança era mais forte: cuidei do planeamento das compras e de como seriam as saídas. Em poucos dias, Portugal decretou o fechamento das escolas e, logo depois, o estado de emergência. Ter todos em casa foi um alívio! Nestes dias, até consegui ver algumas séries e ler qualquer coisa. Mas as semanas se seguiram preguiçosas, e as incertezas despertaram um tipo diferente de ansiedade – a falta de concentração, a insônia e a irritabilidade começaram a crescer. Uma apatia se instalou. E a cobrança por produtividade também chegou. Tudo junto e misturado.

Para os amigos, digo que nem bipolar me define. Já estou TRIpolar!

As notícias do Brasil deixam-me ainda mais aflita. Evito ler a respeito, mas cobro-me estar atenta ao que acontece na política do meu país – já estive tempo demais alienada de tudo.

Diz Paulo Coelho, em o Livro dos Manuais: “devemos nos desligar da ideia de dias e horas, e prestar cada vez mais atenção ao minuto.”. Na teoria, eu bem sei disso. Mas na prática, tenho falhado imenso!

Amanhã, mais uma vez, tentarei implementar uma rotina de estudos.

E você, o que pensa sobre isso?! Comente aí, vai...

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