Como a depressão me fez ser uma pessoa melhor

2014 está sendo o caos. Não só para mim, mas ouço e leio muitos dizendo o quanto o ano foi ingrato. #fato!

Dezembro é, por vocação, um mês de pingos nos iiis, listas de decisões, balanços emocionais e planejamentos para o próximo ano. Acho justo colocar no “papel” tudo o que este ano representou, afinal, sempre foi assim que expurguei meus medos e fantasmas.

Foi logo no início de 2014 que descobri estar doente. Segundo o diagnóstico de três diferentes profissionais, eu estava com depressão.

Logo eu, todo alegre, faladeira, exagerada… ninguém nunca diria! Nem eu! Mas sim, eu sofria por dentro. chorava quase todos os dias, não queria levantar da cama, nem sair de casa. Minha criatividade me ajudou muito na elaboração das mais avançadas desculpas para encobrir o que eu sentia. Consegui mascarar minha dor por muito tempo. Até não ter mais forças.

Eu era uma pessoa assertiva, proativa, decidida, mandona, egoísta, consumista, workaholic, sem paciência. É verdade que a maternidade mudou muito disso…

Hoje, dia 26/04/2015, me deparo com um texto que tentei escrever lá em dezembro… ao reler, me emociono e percebo o quanto calei, o quanto doeu, o quanto mudei. Fico ainda mais feliz ao me dar conta do quanto ainda vou mudar, crescer. E se cair de novo, mais uma vez levanto.

Daí, decidi falar abertamente sobre algo meio escondido até então. A depressão me passou uma rasteira. Tentei escondê-la como pude. Talvez com medo de assumir e cair ainda mais. Talvez por não querer me mostrar frágil. Mas também porque nas redes sociais todos mostram o seu melhor lado, o ângulo mais atraente da situação. Muitos chegam a inventar histórias nunca vivida.

Ontem, conversando com amigos, me dou conta de que vivia na Babilônia – uma terra muito doida, com um ritmo frenético, onde ninguém pode errar, todos têm que saber a resposta, mesmo que ainda não tenham feito a pergunta. É a perfeição na superfície que indica seu status quo – mesmo que por baixo dela exista nada além do caos fervilhante. Foi lá que adoeci.

E você, o que pensa sobre isso?! Comente aí, vai...