O Pequeno Príncipe

Vocês podem até pensar que estou com crise de Miss ou algo parecido… Que nada. Eu explico: uma amiga vai ganhar um sobrinho e anda cheia de lindas idéias para receber o mais novo integrante da família. Eu bem sei como é isso. Quando ganhei João, meu filho e príncipe-herdeiro, foi a mesma coisa…

A Rê escolheu O Pequeno Príncipe como tema para todas as coisinhas que vai preparar para o Tomás – do Chá de Bebê ao quartinho! E cá estou cercada de Saint-Exupéry por todos os lados – convites, adesivos,TAGS de lembrancinhas.

Entre um job e outro, reli [Ui, 26 anos depois!] o livrinho, que de raso e infantil muito pouco – ou nada – tem!!! Estou encantada como as Misses. E se tiver que responder meu livro de cabeceira, direi sem pestanejar: O Pequeno Príncipe.

Como é linda e profunda a história. Tinha me esquecido completamente. Em quase todos os parágrafos fui catapultada para o passado em frente a TV. Gene Wilder com aquele sorriso maroto de Raposa ainda mora no meu inconsciente. A cobra, eu a apaguei da lembrança! Doeu demais vê-la seduzir o Pequeno e lhe roubar os sonhos – ou era assim que eu imaginava, no passado, do alto dos meus 9 ou 10 anos de idade. Fui inocente a interpretar o fim. E confesso: a voz doce de Aldamária Mesquita [dubladora do Pequeno Príncipe] ainda ecoa na minha mente com suas constantes indagações “Que é…?”

 

(…) Mas se tu me cativas, minha vida será como que cheia de sol. Conhecerei um barulho de passos que será diferente dos outros. Os outros passos me fazem entrar debaixo da terra. O teu me chamará para fora da toca, como se fosse música. E depois, olha! Vês, lá longe, os campos de trigo? Eu não como pão. O trigo para mim é inútil. Os campos de trigo não me lembram coisa alguma. E isso é triste! Mas tu tens cabelos cor de ouro. Então será maravilhoso quando me tiveres cativado. O trigo, que é dourado, fará lembrar-me de ti. E eu amarei o barulho do vento no trigo…(…)


Taí. Gostei do meu momento Miss. Agora volto mais leve para os tantos outros livros que ainda preciso ler. É certo que ficou um pouco do romantismo-raposiano. Quem sabe, entre uma página e outra nos tantos cafés que freqüento por aí, não encontro alguém que me cative?!

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