Eu quero uma Matilde pra mim…

Recebi um desafio. E dos grandes, pelo que deu pra perceber até então… desafio gostoso, sabe? Daqueles que, quando conquistados, estufam o nosso peito. Mas não sei não. Ainda tenho dúvidas. Mas quando imagino os olhos de Leninha, pendurada na cintura de Matilde, girando pela casa, dá vontade de gritar: eu topo!

Conheci Leninha há pouco, mas sua visão de mundo – particular das crianças com poucos anos – me cativou. Esqueci da singularidade das palavras infantis. João, meu filho, ainda não fala frases inteiras, apesar de conversarmos horas a fio… Acredito que João vai gostar de Leninha.

Até os meus vinte e pouquinhos, olhava os de mais de trinta com certa desconfiança e encantamento. Achava que lá, eu desvendaria mistérios, entenderia das dores d’alma e teria me curado das paixões. Naquela época, eu acreditava que ao trinta anos eu teria CERTEZAS.

Então, ao conhecer Helena Maria e suas indagações, vejo que – no fundo – não mudamos muito. As marcas no rosto, a pele um pouco mais flácida, uns fios brancos mostram que o tempo passou. Mas as certezas que eu esperava ter, ainda não mandaram notícias. Ou eu não cresci, ou perdi alguma coisa…

Dá pra desenhar, pra ver se eu entendo melhor?

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