Síndrome de Alice

Escrever é, pra mim, um grande remédio – daqueles que a gente tem que tomar pro resto da vida, sabe? Pois é… Aí fico semanas, dias a fio, sem desenhar uma só letrinha [escrever por obrigação profissional não vale!!!]. Quase tenho tremedeiras…

Sinto-me como Alice. Perdida toca-do-coelho-abaixo sem saber onde acaba esta minha estranha história… Tudo parece tão absurdo! E, no meio deste non-sense todo, só penso em voltar pra casa.

O que será que Lewis Carroll bebeu pra imaginar algo tão lisérgico, tão deliciosamente-insano, como o País das Maravilhas?

Depois que desci pela toca-do-coelho, me pergunto como fazer diferente, já que – ao voltar – nunca mais serei a mesma, ainda que retorne exatamente ao mesmo ponto. Estranho? Nem tanto. A minha curiosidade me levou a lugares que jamais pensei existir! Sei bem dos tormentos de Carroll – embora não passe nem pela calçada, com medo de me achar lá dentro… se é que você me entende.

E não é que queira voltar. Estou bem aqui. Mas é que a possibilidade de não-poder-voltar me assusta mais do que a de seguir em frente. [Afff… lôca-de-pedra!].

Mas não é isso que quase todo mundo sente? Esse medinho-besta de seguir, mas sem querer fechar a porta atrás da gente – vai que eu resolva voltar? O que é isso, se não uma insegurança-da-porra [desculpa, mas o palavrão cabe muito bem aqui!]. É esse pensamento doido que me faz temer o novo e credita toda a segurança em algo que não me vale mais nada – mesmo com o título de propriedade ou algo parecido.

E assim é com quase tudo – dos relacionamentos aos empregos – a cada mudança, um abalo sísmico.

Quero é me largar aos encantamentos não-planejados. E me surpreender pelo caminho.

E você, o que pensa sobre isso?! Comente aí, vai...